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Europa abre mercado em dez anos, prevê OIA

O diretor-executivo da Organização Internacional do Açúcar (OIA), Peter Baron, afirmou que acredita na liberalização do comércio e na abertura do mercado da União Européia para o açúcar em um prazo de dez anos. “Apesar dos fracassos nas negociações de Cancún, a Europa tem um compromisso sério de mudanças políticas e isso vai prosseguir até a próxima década, quando, na minha opinião, o mercado irá se abrir completamente”, disse Baron, durante a inauguração do terminal de exportação de açúcar ensacado da Crystalsev e da Cargill, o T-33,em Santos (SP).

De acordo com Baron, mesmo com o protecionismo europeu, o mercado do açúcar, principalmente o ensacado, tende a crescer nos próximos anos “e quem ganha com isso é o Brasil, já que ninguém produz açúcar mais barato no mundo”.

Para o diretor-executivo da OIA – entidade com sede em Londres que reúne 63 países, 90% da exportação e 75% da produção mundial -, o ponto de partida para a mudança na posição da União Européia ante o açúcar pode ocorrer com a perda na disputa com o Brasil, a Tailândia e a Austrália no panel aberto em agosto por estes países na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Nós temos um ditado que diz que um pequeno barco no oceano está nas mãos de Deus. Acho que neste momento a Europa está nessa posição, já que o Brasil e seus aliados desafiaram a sua política”, disse Baron. “Se a Europa perder, o panel terá de ampliar seus ajustes políticos fortes.”

Mas o secretário-executivo da OIA espera que os países consigam liberar o mercado do açúcar por meio de negociações e conversas. “Acho que as pessoas do setor deveriam voltar para Genebra (cidade-sede da OMC) para negociar e fazer acordos para o mercado livre”, afirmou.

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