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Ethanol Trading vai captar R$ 150 milhões com usinas

A Ethanol Trading, empresa criada por meio de um pool de usinas sucroalcooleiras para exportar álcool, deverá convocar uma assembléia nos próximos dias para a captação de recursos no valor de R$ 150 milhões. A empresa foi idealizada pelos principais grupos de açúcar e álcool do país para concentrar as exportações brasileiras de álcool, disse Roberto Gianetti da Fonseca, presidente do pool.

Discreto, Gianetti não quis dar muitos detalhes. Mas, confirmou que a empresa já foi registrada e possui CNPJ. Segundo ele, ainda é preciso definir o número de acionistas da nova empresa. Hoje a empresa possui um capital simbólico, uma vez que ainda não entrou em operação.

Devem participar da nova empresa as usinas sucroalcooleiras do Centro-Sul e do Nordeste do país. “O setor é muito pulverizado, com mais de 300 usinas no país”, disse. Segundo ele, há entre 200 e 250 empresas, responsáveis por 80% da produção nacional de álcool, interessadas em participar do pool. Na safra 2003/04, a produção de álcool ficou em 14 bilhões de litros no país.

Dos R$ 150 milhões que serão levantados, 90% do total será em forma de estoques de álcool para dar garantia de volume aos países importadores. Os 10% restantes são o capital que deverá garantir a infra-estrutura para armazenagem do álcool e infra-estrutura logístia.

Todo o álcool usado como garantia de capital deverá ser lacrado e armazenado, com a fiscalização de auditoria independente. Segundo Gianetti, a Petrobras deverá ser parceira da Ethanol Trading, uma vez que possui estrutura de transporte e armazenagem do combustível nos portos. Em recente entrevista ao Valor, a Petrobras confirmou o interesse em investir pesado em infra-estrutura logística para exportar álcool.

Para Gianetti, a Ethanol Trading deverá servir como elo entre o mercado interno e os potenciais importadores. “Já estamos conversando com os Estados Unidos e Tailândia, mas ainda não exportamos uma gota de álcool via Ethanol Trading.” O Brasil deverá exportar nesta nova safra, a 2004/05, de 1,5 bilhão a 2 bilhões de litros. “Em três anos, deveremos exportar até 4 bilhões de litros”, estimou Gianetti.

Segundo especialistas ouvidos pelo Valor, muitos países temem implantar um modelo de matriz energética com a utilização do álcool como alternativa de combustível por não terem garantia permanente de abastecimento.

A expectativa é de que a empresa comece a exportar álcool a partir desta safra, logo após a captação do capital e a definição dos acionistas.

Até maio deste ano, as usinas do país exportaram cerca de 640 milhões de litros de álcool, 144% acima do mesmo período do ano passado, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Boa parte foi para os Estados Unidos.

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