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Etanol é promessa no país

O interesse em Angola gira em torno também do etanol. Angola tem condições semelhantes ao Brasil para o plantio de cana-deaçúcar.

O Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla), com sede em Piracicaba, negocia a venda de máquinas para produção de etanol com o país, envolvendo fabricantes de Sertãozinho, também no interior paulista.

— Angola é estratégica. Eles recebem bem os brasileiros, o idioma facilita e há uma identidade cultural conosco — diz Flávio Castelar, secretário-executivo da Apla.

A motivação brasileira de conquistar o mercado de Angola tem também viés estratégico. O país quer ganhar espaço na África, alvo crescente dos chineses. Em Angola, outro concorrente de peso é Portugal.

— Angola é muito importante, mas também miramos Nigéria e África do Sul — diz o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral. Ele ressalta que “Angola está crescendo a um ritmo chinês”, citando as taxas de 13,2% de 2008 e 9,3% previstas para 2010. Em 2009, por casa da crise, a expansão deve ser de apenas 0,2%.

Outra interessada no país é a Petrobras, que se instalou em Angola em 1979. Ela planeja perfurar 11 poços em águas profundas na costa, região geologicamente idêntica à Bacia de Santos.

A expectativa é perfurar dois poços ainda em 2009. Um terceiro seria iniciado, sendo concluído apenas em 2010. A companhia tem contratos de partilha de produção com a Sonangol, a petroleira estatal angolana. (G.P.)

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