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Etanol de cana continua atraindo companhias estrangeiras

JC 196 – O movimento de adequação do setor sucroenergético ao cenário pós crise econômica mundial provocou uma onda de acordos para fusões e aquisições envolvendo usinas e grupos nacionais e estrangeiros.

Essa tendência de negociação não é característica apenas das grandes companhias, como a joint venture entre Shell e Cosan, ou a aquisição da Santelisa Vale pela Louis Dreyfus Commodities (LDC). Ou mesmo a compra da Moema pela Bunge, e da Brenco pela ETH Bioenergia.

Outros grupos estrangeiros seguem a mesma linha de adequação ao mercado, com estratégias e interesses diversificados. A gigante indiana do açúcar Shree Renuka, por exemplo, já desponta entre os cinco maiores grupos do setor no Brasil, após a aquisição de duas usinas da Equipav, este ano, além de ativos da Vale do Ivaí, em 2009.

A Renuka vai brigar de igual para igual com a brasileira Santa Terezinha, que hoje possui capacidade de moer 16 milhões de toneladas de cana. A francesa Tereos, dona da Açúcar Guarani, que processa cerca de 14 milhões de toneladas por ano, também está nesta faixa.

Para o presidente da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), Marcos Jank, os acordos ocorridos nos últimos meses deixaram o setor sucroenergético do Brasil mais forte para enfrentar dificuldades como as vividas em 2009.

“A gente percebe que isso está gerando um setor mais sólido, com mais estrutura de capital e com maior capacidade de fazer frente às demandas”. Estimativas indicam que na safra 2020/21 a produção de etanol do Brasil deverá alcançar 65 bilhões de litros, ante os cerca de 26 bilhões de litros produzidos atualmente. Já a produção de açúcar crescerá das atuais 33 milhões de toneladas para 45 milhões de toneladas.

Nessa escalada de crescimento apostam várias companhias de capital estrangeiro como a Adecoagro, Noble Group, Abengoa, entre outras. A multinacional americana ADM também estuda expandir a produção de etanol no Brasil. A companhia, que inaugurou em outubro de 2009 sua primeira usina, em parceria com o Grupo Cabrera, já pensa na terceira unidade.

Leia matéria completa no JornalCana – Edição 196.

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