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Etanol de 2ª Geração atrai mercado internacional

Segundo CEO da Raízen usinas se transformam em parques bioenergéticos

O interesse do mercado internacional pelo etanol de 2ª Geração, assegura para a Raízen, as vendas da produção de plantas futuras para os próximos sete a nove anos. “Obtivemos prêmios fantásticos, principalmente para mercados europeu e americano”, afirmou o CEO da companhia, Ricardo Mussa, nesta segunda-feira (25), durante a 21ª Conferência Internacional DATAGRO sobre Açúcar e Etanol.

A tecnologia para produção de EG, a partir de sobras e resíduos do processamento da cana-de-açúcar, é capaz de gerar até 50% a mais do biocombustível sem a necessidade de mais matéria-prima e/ou plantio de novas áreas.

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Segundo Mussa, a Raízen está bem posicionada para produzir etanol 2G porque tem um grande volume da biomassa disponível, investiu em tecnologia proprietária, e porque o custo de uma planta de etanol de segunda geração integrada a uma usina já existente é muito mais baixo.

“São três pontos importantíssimos. É difícil encontrar outros players no mundo que façam o que fazemos hoje. ” Antes da Raízen, disse Mussa, já haviam feito esse tipo de etanol em laboratório, “mas nunca em larga escala, escala industrial”.

Segundo o executivo, exatamente pelo fato de gerar mais etanol com a mesma quantidade de cana, o biocombustível de 2ª geração apresenta uma pegada de carbono – que já é baixa desde o de 1ª geração – ainda menor.

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O CEO da Raízen fez questão de ressaltar que o conceito de usina de açúcar e etanol tem que ficar para trás, sendo substituído por “parque de bioenergia“, porque uma planta do setor sucroenergético hoje já produz muito mais produtos, como a bioeletricidade, biogás, pellets etc.

De acordo com Mussa, entre as aplicações industriais para o etanol de 2ª geração destacam-se sua adoção em mercados que têm mandatos a cumprir em relação à adição de biocombustíveis em combustíveis fósseis e para o desenvolvimento do plástico verde, por exemplo.

 

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