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Estrangeiros ficam com 25% do capital da Biosev após IPO

A participação de investidores estrangeiros no capital da empresa sucroalcooleira Biosev, controlada pela francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), atingiu cerca de 25% após sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), sem contar a fatia da própria LDC. Do total de ações ofertadas (46,6 milhões), os estrangeiros, a maior parte formada por fundos de investimento, subscreveram 36,2 milhões de ações – ou seja, cerca de 78% da oferta.

Os investidores de fora do país adquiriram, ainda, 27 milhões de opções de venda, que lhes dão o direito de revender esses papéis em 15 meses para o controlador da companhia, corrigidos pelo Certificado de Depósito Interbancário.

Assim, os “novos” estrangeiros passaram a deter 17,5% do total de 206,8 milhões de ações ordinárias da companhia. Antes da oferta pública, por meio da qual a companhia captou R$ 700 milhões, havia apenas um investidor de fora do Brasil, o Fundo de Investimento em Participações Brazil Growth And Development, gerido pela Victoire Brasil Investimentos, que detinha cerca de 8,50% do capital da Biosev, a segunda maior produtora de açúcar e etanol do país.

Apesar de ter participado das ofertas privada e pública da Biosev, ambas ocorridas neste ano, o fundo inglês, desde 2007 no capital da sucroalcooleira, teve sua participação diluída para 7,23% pós-IPO. O segundo maior estrangeiro no capital da Biosev é o fundo canadense Ontario Teachers Pension Plan Board, com 5,44% dos papéis.

A controladora, a francesa LDC, antes com 71% do capital da Biosev, teve sua fatia reduzida a 58% após o aumento privado de capital (de R$ 600 milhões) e o IPO. Portanto, o “free float” (ações em poder de minoritários) da companhia é de 42%.

Na oferta pública inicial de ações, cujo anúncio de encerramento foi publicado ontem, foram vendidas no total 37,4 milhões de opções de venda a R$ 0,25, o que significou a captação de R$ 9,351 milhões, recursos que vão para o lançador das opções, a Hédera Investimentos, pertencente à controladora da Biosev, a LDC.

No balanço referente à safra 2012/13, encerrada em 31 de março deste ano, a Biosev projeta um resultado operacional (Ebit) de R$ 162 milhões, bem acima dos R$ 26 milhões registrados em março de 2012. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado com o valor justo dos ativos biológicos deve alcançar R$ 1,417 bilhão, 24% acima dos R$ 1,135 bilhão do ciclo anterior.

A receita líquida está projetada para crescer 23%, para R$ 4,187 bilhões. Na divulgação dos resultados, marcada para o dia 11 de junho, a empresa deve informar ainda uma moagem de 33 milhões de toneladas de cana-de-açúcar no ciclo 2012/13, 20% acima dos 27,5 milhões de toneladas do ciclo anterior e equivalente a 73,7% da capacidade instalada.

Com a desativação da usina São Carlos – resultado da venda do canavial da unidade ao grupo São Martinho – a empresa ficará com uma capacidade instalada de processamento de cana menor, de 37,9 milhões de toneladas, ante a capacidade anterior de 40 milhões de toneladas. Para o ciclo 2013/14, a companhia projeta utilizar 87,2% da capacidade instalada.

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