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Estiagem atrasa início da safra da cana na região de Araraquara, SP

Devido a variações climáticas e a escassez de chuva nos últimos meses, a safra de cana-de-açúcar na região de Araraquara, no interior de São Paulo, começará somente na segunda quinzena de abril. O atraso, que representa cerca de 30 dias a mais em relação à colheita de 2011, pode afetar a oferta do produto e o preço do álcool.

“Todo o interior de São Paulo teve uma estiagem atípica depois do carnaval e isso vai afetar a produção. Não temos como medir o quanto, porque ainda pode chover e a situação pode melhorar”, diz Sérgio Prado, representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) em Ribeirão Preto.

Segundo Prado, usineiros planejaram atrasar o início da safra para terem melhor condição de colheita. O clima ameaça a produção e a qualidade do produto desde 2010. No ano passado, além da seca e da estiagem, as plantações sofreram com duas fortes geadas durante o inverno.

“A geada do ano passado afetou o desenvolvimento da mesma cana que será colhida agora. Quando você tem um comportamento de clima ruim para a lavoura, o efeito não é imediato, atrapalha a produtividade futura”, explica o representante.

Expectativa

Apesar do impacto devido à baixa qualidade da planta, o setor espera uma oferta melhor do produto em relação a 2011, principalmente pelo aumento de área. Ainda não é possível, no entanto, estimar o tamanho desse crescimento, uma vez que as empresas de todo o país começarão a reunir os dados apenas no começo do mês, de acordo com o representante da Unica.

O centro-sul do Brasil, da qual a região de Araraquara faz parte, é responsável por 90% da produção nacional de cana, com 496,2 milhões processadas em 2011.

Combustível mais caro

A baixa produtividade no início da safra pode afetar o preço do álcool para o consumidor final. Segundo o representante da Única, esses fatores influenciam, mas não são determinantes. Ele ressalta que o país tem uma oferta restrita de combustível diante do consumo puxado pela fabricação de carros flex.

“Nós não tivemos condições de investimento de 2008 para cá. Por outro lado, o carro novo continua indo para a rua. Criou-se, então, esse desequilíbrio que afeta o preço muito mais do que simplesmente atrasar um pouco a safra ou devido à essa questão do clima”, diz Prado.

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