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Especialista em recuperação judicial explica importância de optar pelo recurso durante períodos de crise

CEO da Quist Investimentos avalia pedido do grupo USJ e comenta os pontos mais importantes da decisão

No cenário atual, envolto por uma instabilidade da economia, causada também pelas consequências da pandemia do  coronavírus, não raro se viu muitas empresas, de todos os portes, enfrentarem crises sem precedentes. Com a falência à porta, muitas delas não tiveram o planejamento adequado e se entregaram ao diagnóstico como único ponto de saída. No entanto, notou-se também que muitas delas optaram por recorrer a um procedimento que, até pouco tempo, não era tão amplamente conhecido, como a recuperação judicial.

Douglas Duek, economista e CEO da Quist Investimentos, empresa que presta assessoria em RJ e reestruturação há 13 anos,  tendo entre seus clientes, a unidade Alvorada, do Grupo Araporã Bioenergia, que está em RJ desde junho deste ano, comenta que esse é um passo importante. Em meio às dívidas, muitas possibilidades são esgotadas e a recuperação judicial trabalha justamente para que a empresa ganhe mais fôlego, enquanto mantém suas atividades.

Os indícios de que é preciso olhar com mais atenção para as contas e levar em consideração a busca pelo recurso, são endividamentos que ultrapassam o orçamento, ausência de recurso para pagamento da folha salarial, forte redução dos lucros e aumento considerável de despesas fixas.

LEIA MAIS > Grupo USJ pede recuperação judicial visando manter atividades
Douglas Duek é especialista em RJ

Duek comenta ainda que o pedido de recuperação do Grupo USJ, feito no último dia 12, foi uma decisão acertada, já que apesar de apresentar lucro ao longo dos anos, o endividamento cresceu em passos ainda mais largos. Em abril, a empresa chegou a sofrer uma execução de R$ 1,9 bilhão pela falta de pagamento das senior notes, com vencimento para 2023.

“Em 2015 e 2016, em nove meses de safra, a USJ chegou a acumular um prejuízo líquido de R$ 112,2 milhões. Essas avaliações são importantes, porque são dados sintomáticos e mostram que é hora de um novo planejamento para que a organização continue existindo”, completa.

O especialista afirma ainda que o caso da USJ não é um exemplo isolado, e serve de alerta para outras empresas. “A RJ oferece soluções interessantes, porque dificilmente, o empresário conseguiria negociar sozinho com todos os credores, por exemplo. Esse é um caminho que pode salvar do pequeno ao grande negócio”, explica Duek. 

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