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Entrevista com Hélio Tavares Santos Junior, diretor superintendente da Usina Ruette

2014-02-13 Helio Tavares Santos Junior Diretor Superintendente Usina Ruette (5)

Detentor de duas usinas de cana-de-açúcar, ambas no interior de São Paulo, o Grupo Ruette, liderado por seu fundador, Antonio Ruette, é um dos poucos bons exemplos de recuperação econômica no segmento. Ao menos, é isso que se vê no que diz respeito ao trabalho executado, já que, a estabilidade efetiva, depende de fatores políticos, que não fazem parte do dia a dia da usina.

“Temos uma gestão focada em eficiência e produtividade e com ela estamos nos mantendo. Quando as externalidades forem incorporadas, estaremos preparados para evoluir”, diz Hélio Tavares Santos Junior, diretor superintendente da Usina Ruette.

O executivo, inclusive, faz parte do processo de recuperação, instalado em 2009, um ano depois de o Grupo inaugurar sua segunda unidade e ver suas finanças se complicarem. Além do novo colaborador, a Ruette implantou comitês de finanças, comercialização e agrícola, tendo como objetivo o melhor gerenciamento do negócio.

Quem explica melhor todo esse trabalho é o próprio Hélio, em uma entrevista exclusiva. Confira:

JornalCana: Em 2009, com a empresa mergulhada em um mar de dívidas, qual foi o primeiro passo dos gestores?

Hélio Tavares Santos Junior: A primeira grande decisão veio dos acionistas, que optaram profissionalizar a gestão. Essa é a grande diferença entre a Ruette e algumas usinas. Depois, buscamos padronizar a relação entre os gestores e os acionistas, com a criação de comitês de finanças, comercialização e agrícola. Implantamos, também, um sistema de gestão com metas definidas e claras. Esses fatores permitiram que navegássemos nesse mar de adversidades, com seca, preços baixos e falta de política pública.

Qual o maior desafio para os gestores sucroenergéticos diante do atual cenário econômico?

São quatro os fatores críticos para o sucesso de uma usina. Um é o seu tamanho, outro a questão dos custos, o terceiro é quantidade de terras próprias e por fim a eficiência dos custos. Quem, hoje, domina estes quatro fatores, vai sobreviver e prosperar. Quem consegue gerir apenas dois, por exemplo, terá dificuldade.

Falando sobre custos de produção, como é feito este controle hoje?

Implantamos um sistema de gestão em que todos os diretores participam desse programa, se conscientizando que tudo dentro da empresa precisa ter meta, objetivo e um planejamento estratégico. Além disso, tudo é muito bem monitorado, desde a entrada da cana até o faturamento do álcool. Isto, conseguimos com a instalação de um software, que permite que todos os dados sejam compilados e também fiquem disponíveis para serem rastreados. A ação traz aderência e contribui para as contas baterem. Em três anos, conseguimos uma redução de 10% nos custos de produção.

Confira entrevista completa na edição 242 do JornalCana.

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