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Entenda porque o déficit de açúcar não deverá ajudar tanto as usinas

Tarcilo Rodrigues, diretor da comercializadora Bioagência, explica os motivos pelos quais o déficit de açúcar no mercado mundial, em 2016, não deverá favorecer tanto as usinas de cana-de-açúcar brasileiras.

Conheça a seguir as explicações do especialista. 

Em sua opinião, qual o déficit mundial previsto de açúcar na safra 15/16?

3,3 milhões de toneladas

Esse déficit deve aumentar?

Sim. Até a safra 17/18, deveremos chegar a um déficit mundial de 25 milhões de toneladas 2015-04-10 Tarcilo Ricardo Rodrigues Bioagencia (4)

Isso ajudará as usinas sucroenergéticas brasileiras?

Não é estratégico derrubar estoques. Teremos de ampliar a oferta, mas qual é o nível de preço que estimulará a produção de açúcar? Qual o preço que irá fazer a oferta marginal aparecer no Brasil?

Explique mais, por favor. 

Temos uma dívida grande no setor sucroenergético. Por alguns anos, não haverá oferta nova de açúcar, e nem estou falando aqui da competitividade do etanol. Cobrir esse gap (25 milhões de toneladas) será muito difícil por conta do preço.

Mas e os estímulos?

Sim, teremos estímulos dentro das limitações, mas a situação das usinas é desarrumada. Primeiro elas têm que acertar as contas, alongar as dívidas. Primeiro o dinheiro novo será para acertar gargalos. Há uma série de [compromissos] antes da expansão. A situação é bastante diferente diante o déficit criado.

Os preços não têm subido?

[É preciso lembrar] que o mercado, dado a situação de estoque, vem de preços decrescentes. No último trimestre desse ano, via taxa de câmbio, os preços têm ajudado mais o Brasil. [Na semana encerrada em 16/10 a tonelada, em Nova York, estava cotada em R$ 1,2 mil, para uma média de produção na usina de R$ 864 por tonelada]. 

 

 

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