Entenda 15 detalhes sobre a eletricidade da biomassa da cana

O bagaço é a principal fonte das usinas de cana para gerar energia elétrica

JornalCana lista a seguir 15 detalhes sobre o mercado de bioeletricidade, ou a energia elétrica produzida a partir da biomassa da cana-de-açúcar.

As informações são da gerência de bioeletricidade da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que tem à frente Zilmar José de Souza.

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Capacidade instalada

A capacidade instalada atualmente pela biomassa (14.669 MW) supera a capacidade instalada pela usina Itaipu.

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Posição

Com 9% da matriz elétrica brasileira, a fonte biomassa em geral ocupa a 2ª posição em capacidade instalada, perdendo apenas para as hidrelétricas.

Leia também: Usinas têm capacidade para exportar até 70 kWh

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Quanto responde

A biomassa da cana responde por quase 76% da capacidade instalada pela fonte biomassa em geral.

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Belo Monte

A capacidade instalada a partir da biomassa da cana é responsável pela 3ª posição na matriz elétrica brasileira, com 11.135 MW, se aproximando da potência a ser instalada pela usina Belo Monte.

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Previsão para 2017

Para o ano de 2017, a previsão é que a fonte biomassa acrescente apenas 382 MW à matriz elétrica nacional, número bem inferior ao recorde desta fonte que aconteceu em 2010, quando foram acrescentados 1.750 MW novos ao sistema.

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Segunda em 2016

Em 2016, a bioeletricidade passou a ser a segunda fonte de geração mais importante na Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) no país, superando o gás natural, algo que não ocorria desde 2011.

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Total

O total de geração pela biomassa em 2016 foi de 54 TWh, incluindo a autoprodução, representando 8,8% de toda a OIEE, enquanto o gás natural representou 8,1% no mesmo período.

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Bagaço e palha

A geração com o bagaço e a palha da cana contribuiu com 36 TWh do total da fonte biomassa para a OIEE, ou seja, 67% do total de 54 TWh.

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Quanto foi

Quando se exclui a geração destinada ao autoconsumo, em 2016, o valor de geração para o Sistema Interligado Nacional (SIN) pela biomassa foi de aproximadamente 24 TWh, representando um crescimento pouco superior a 6% em relação ao ano de 2015.

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Comparação

Em termos de comparação, essa energia gerada para o SIN seria capaz de abastecer 12 milhões de residências ao longo de um ano, evitando a emissão de 10 milhões de tCO2, marca que somente seria atingida com o cultivo de 72 milhões de árvores nativas ao longo de 20 anos.

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Recorde

Em julho de 2016, a fonte biomassa bateu um recorde: a geração daquele mês para o SIN foi equivalente a 8,1% do consumo nacional de eletricidade naquele mesmo mês.

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Cinco estados

Em 2016, mais de 90% da bioeletricidade para a rede esteve concentrada em apenas cinco Estados da Federação: SP, MS, GO, MG e PR. O Estado que mais gerou bioeletricidade foi São Paulo, responsável por 50% do total no período.

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Concentração

A chamada Região Centro-Sul foi responsável por 93% da geração de bioeletricidade para o SIN, em 2016.

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TWh ofertados

Em 2016, do total de geração pela bioeletricidade para o SIN, a biomassa da cana-de-açúcar respondeu por 90% do total, com mais de 21 TWh ofertados para a rede.

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Relação de oferta

Desde 2013, o setor sucroenergético vem gerando mais energia elétrica para o SIN do que para o consumo próprio das unidades fabris, ficando numa relação 60% de energia para a rede e 40% para consumo próprio em 2016.

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