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Encontro discute melhoramento genético

A apresentação de clones e variedades promissoras para diversas regiões do País, a otimização da produção de cana em função do ambiente, a nutrição e adubação da planta, o projeto Cana Limpa de Pernambuco estiveram entre os assuntos de destaque do V Encontro de Variedades de Cana-de-Açúcar, realizado, em 7 de dezembro, no Sesc Praia Formosa, em Aracruz, Espírito Santo.

Promovido pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Campus Dr.Leonel Miranda, de Campos dos Goytacazes, RJ, e a Rede Interuniversitária para o Desenvolvimento do Setor Sucroalcooleiro (Ridesa), o evento contou com a participação de coordenadores e representantes de programas de melhoramento genético de diversas universidades federais do País e de técnicos de unidades produtoras de açúcar e álcool da região atendida pela UFRRJ, incluindo Rio de

Janeiro, Espírito Santo, Nordeste de Minas Gerais e Sul

da Bahia. As características, o comportamento e os resultados

de diversas variedades, em diferentes regiões brasileiras,

foram detalhados pelos palestrantes do encontro. Josil de Barros Carneiro Júnior, coordenador do Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-Açúcar(PMGCA), da UFRRJ, apresentou, entre inúmeras variedades, a performance da RB855536, que tem se destacado

no Norte do Espírito Santo e Sul da Bahia. “Essa variedade não floresce. É rica do início até o final da safra”, ressaltou.

Josil observou, no entanto, que a RB867515 deve ser a mais plantada na região atendida pelo PMGCA/UFRRJ, devido ao seu crescimento rápido e tolerância à seca. Além da escolha da variedade mais adequada, ada,

o pesquisador afirmou que é preciso manejar o ambiente de forma correta. “Deve-se colher a cana, plantada no ambiente mais seco, no início da safra”, exemplificou.

De maneira geral, o evento abordou também a necessidade de adotar procedimentos e técnicas que possibilitem o aproveitamento de todo o potencial de cada variedade. “No caso do Rio de Janeiro, que costuma enfrentar longos períodos de estiagem, o investimento em irrigação torna-se essencial”, afirmou.

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