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Empresa busca parceiros para viabilizar produção comercial

“Para o Brasil, nossa aposta é de que as primeiras usinas piloto comecem a operar entre 2011 e 2012”, afirma Fernandes. Para viabilizar este projeto, a Novozymes está buscando parceiros de negócios entre as principais usinas de açúcar e álcool dispostas a produzir o etanol 2G em escala pré-industrial.

A tarefa é um tanto ingrata para a empresa. O etanol brasileiro é mais competitivo do que o americano, que é subsidiado. Sem o apoio do dinheiro público, o custo de produção do litro de etanol a partir da cana-de-açúcar é estimado em US$ 0,40 a US$ 0,50, segundo grandes usineiros.

É difícil ainda prever os ganhos com o investimento na nova tecnologia e o impacto no preço final nas bombas de combustíveis. Uma das poucas medidas disponíveis é a estimativa de que 50 quilos de bagaço de cana-de-açúcar podem produzir entre cinco e sete litros de etanol a partir do uso das enzimas.

A grande disponibilidade de biomassa no Brasil, com a vantagem de que ela já está dentro das usinas – o que dispensaria os custos de logística para produção do etanol 2G – é outro argumento apresentado aos parceiros de negócios em potencial.

O executivo da Novozymes lembra ainda que o etanol 2G pode ser interessante principalmente em momentos críticos do setor sucroalcooleiro. “Se houver a necessidade de desviar a produção para a fabricação de açúcar, nossa tecnologia pode ser utilizada para suprir as necessidades de etanol”, afirma.

O executivo ressalta ainda que o objetivo não é substituir o etanol de primeira geração, mas criar uma alternativa viável. “A produção de etanol celulósico poderia ser vista como uma fonte de renda complementar a outras já existentes na indústria sucroalcooleira”, diz.

Fernandes não descarta a hipótese de investir em uma fábrica de enzimas, caso haja um número considerável de empresas interessadas na nova tecnologia. “Hoje, temos plenas condições de atender o mercado. Mas, se o volume de pedidos crescer rapidamente, é bastante provável que haja um investimento que deverá estar próxima das maiores áreas de cultivo de cana-de-açúcar, no interior do estado de São Paulo”, diz.

Rival da Novozymes

A também dinamarquesa Genencor já está testando no Brasil a enzima Accellerase para produção de etanol de segunda geração. Apresentada nos Estados Unidos praticamente no mesmo dia em que foram lançadas as novidades da rival, a Accellerase promete tornar competitiva a produção de etanol celulósico a partir de resíduos.

A Genencor não tem ainda uma data definida para apresentar oficialmente a nova tecnologia no mercado brasileiro. Mas, a empresa garante que está buscando clientes. O gerente de contas da Genencor no Brasil, Fernando Leite, diz que a enzima já está sendo comercializada em escala experimental para um grande cliente, cujo nome ele não revela. “Estamos conferindo a performance da enzima e também sua viabilidade econômica”, diz. (Carla Falcão)

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