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Embrapa anuncia maior aproximação com iniciativa privada

As prioridades da Embrapa Agroindústria de Alimentos para os próximos dois anos serão o fortalecimento da aproximaçào com a iniciativa privada e o aumento do número de parcerias com institutos nacionais e internacionais de pesquisa. As prioridades foram anunciadas por Regina Lago, nova chefe desta unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que tomou posse no dia (30) no Rio.

Em entrevista à Agência Brasil, Regina Lago disse que a meta “é fortalecer a área de negócios e internalizar o conceito de inovação tecnológica nos projetos de pesquisa”. Ela pretende também instituir um programa de treinamento de pesquisadores e de pessoal administrativo e promover uma gestão participativa e por resultados.

Regina Lago informou que dará ênfase a pesquisas sobre segurança alimentar, qualidade e saúde, sem esquecer os aspectos ligados à agroenergia, uma vez que os campos da Embrapa Agroindústria de Alimentos são complementares. Atualmente, os técnicos da unidade desenvolvem pesquisas sobre alimentos funcionais, processamento de alimentos não-agressivos, tecnologia enzimática e aproveitamento de produtos da biodiversidade, incluindo plantas medicinais.

De acordo com a pesquisadora, o aproveitamento de resíduos e co-produtos está vinculado ao desenvolvimento de produtos baseados na biomassa, ou seja, de origem biológica e não petroquímica. A idéia, segundo ela, é transformar matéria-prima agrícola em substitutos de derivados de petróleo oriundos da petroquímica.

Regina Lago disse também que pretende aproveitar o conhecimento gerado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos para transformá-lo em riqueza para o país, facilitando a chegada das soluções científicas ao setor produtivo. “Isso é fundamental. Senão, o nosso papel social não é completo”.

A pesquisadora acredita que sua experiência poderá facilitar a parceria com instituições científicas estrangeiras. Ela trabalhou na implantação do Labex (laboratório da Embrapa no exterior) França, quando integrou a equipe de Química de Lipídeos do Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para o Desenvolvimento (Cirad) daquele país, no período de 2002 a 2005.

“Já temos um caminho andado”, disse Regina, ao lembrar o intercâmbio com laboratórios mantidos pela Embrapa na Europa e nos Estados Unidos, que pretende usar para ampliar o relacionamento com instituições de pesquisa européias e com financiamentos, de modo geral.

Seminário realizado pela Embrapa em meados deste mês, no Rio, fortaleceu a chance de o Brasil vir a trabalhar em projetos financiados pela União Européia. Uma dessas oportunidades é o novo edital do programa europeu FP7 (7º Framework Programe) que irá disponibilizar até 2013 um total de 54 bilhões de euros para o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de alimentos, pesca, agricultura e biotecnologia.

A Embrapa Agroindústria de Alimentos dispõe de cerca de US$ 2 milhões anuais para pesquisas. Para Regina Lago, esse valor não é suficiente, porque não inclui a parte de investimentos. “Temos que batalhar ainda essa parte de investimentos”. Os recursos adicionais serão buscados em órgãos de financiamento do governo, como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência e Tecnologia, e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Regina Lago também defendeu a necessidade de divulgação do trabalho dos pesquisadores na iniciativa privada. “Eles [empresários] às vezes nos desconhecem, e a gente também não se mostra. Acho que a gente tem que se tornar visível”. Segundo a pesquisadora, é preciso haver ainda maior exposição tanto dos trabalhos quanto dos profissionais da área. (Alana Gandra)

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