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Embrapa Agroenergia completa 16 anos de pesquisa rumo à economia baixo carbono

Durante evento o presidente da ABAG defendeu alíquotas de ICMS diferenciadas entre etanol e gasolina

A Embrapa Agroenergia, uma das 43 unidades de pesquisa da Embrapa, voltada para a realização de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a transição rumo à economia baixo carbono, celebrou seus 16 anos completados na terça-feira, dia 24, com um seminário online, onde apresentou algumas de suas contribuições ao longo desse período.

“A transição para economia de baixo carbono é uma evidente realidade. Chamamos de bioeconomia. O termo pode ser novo, mas a prática não. Aqui no Brasil a utilização do álcool como biocombustível, já é uma realidade desde pelo menos meados da década de 1970 quando foi criado o programa nacional do álcool, uma iniciativa pioneira que apostou na produção de um biocombustível a partir da cana-de-açúcar como alternativa aos preços dos combustíveis fósseis”, lembrou Alexandre Alonso, chefe-geral da Embrapa Agroenergia.

“Estima-se mais de 600 milhões de toneladas de CO2, deixaram de ser emitidos no Brasil pelo uso dos biocombustíveis na nossa frota de veículos automotivos, entre eles o etanol e o biodiesel”, destacou Alonso.

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O presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG) e membro do Comitê Assessor Externo (CAE) da Embrapa Agroenergia, Luiz Carlos Corrêa Carvalho defendeu a adoção de políticas públicas em defesa da economia de baixo carbono, citando na ocasião a diferenciação entre a alíquota do ICMS sobre a gasolina e o etanol.

Luiz Carlos Corrêa Carvalho

“Devo dizer que nós estamos num momento importante agora. Estamos discutindo em Brasília, o projeto de lei 18/2022, que procura limitar o ICMS para combustíveis tentando segurar o preço ao consumidor. Acho que todo esforço é bem-vindo, no entanto, este especificamente tem que levar em consideração e manter o diferencial nesse ICMS entre gasolina e etanol. Ou fazemos isso, ou esse projeto vem na contramão da evolução positiva da economia de baixo carbono”, afirmou Carvalho.

Na cerimônia também foram apresentados o Aplicativo Mais Canola e três novos Acordos de Cooperação Técnica assinados com as empresas Denpasa e Vita Amazon, com a Multitécnica e com a Dimiagro Fertilizantes.

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Com a Dendê do Pará S.A (Denpasa), a Embrapa Agroenergia irá criar um insumo biológico para substituir o NPK mineral no mercado brasileiro a partir de biomassas residuais da agroindústria do dendê (Palma de Óleo), enriquecendo-as com minerais e fazendo a sua fermentação com fungos filamentosos e bactérias promotoras do crescimento vegetal.

Com as empresas Vita Amazon e Multitécnica, a ideia é obter insumos biológicos para a nutrição de plantas a partir de resíduos agroindustriais provenientes das cadeias do açaí e da avicultura.  O último acordo foi assinado com a Dimiagro Comércio de Fertilizantes e refere-se à produção de biofertilizantes para aumentar a produtividade da soja.

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