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Em ritmo chinês, Copersucar deve faturar R$ 10 bi

Alternativa de peso ao acelerado processo de consolidação no segmento sucroalcooleiro brasileiro, a Copersucar, maior comercializadora de açúcar e etanol do país, já avança em um ritmo de causar inveja até aos chineses.

No início da safra atual, em maio, a empresa já anunciava que comercializaria neste ano açúcar e álcool resultantes do processamento de 105 milhões de toneladas de cana de suas usinas associadas e não associadas.

Ontem, um mês depois, a companhia anunciou outro novo associado, o grupo Clealco, que adicionará em produtos o equivalente a 9 milhões de toneladas de cana processada, ampliando o volume total para 114 milhões.

Desde a safra 2008/09, quando o movimento de consolidação do segmento sucroalcooleiro se acelerou, a Copersucar já agregou a comercialização de açúcar e álcool de usinas que somam capacidade de moagem de 46 milhões de toneladas de cana, mais que o dobro de companhias do porte da então gigante Santelisa Vale, vendida em 2009 para o grupo Louis Dreyfus.

Com isso, a ex-cooperativa se consolida com 19% de todo o mercado do Centro-Sul do Brasil, que deve moer em torno de 600 milhões de toneladas neste ciclo.

Ainda com projeções altistas para o açúcar, a empresa espera faturar a marca histórica de R$ 10 bilhões nesta safra, ante R$ 8,2 bilhões na temporada 2009/10. Estes números podem mudar, pois a Copersucar negocia outras adesões e vê reais oportunidades para reunir mais associados que adicionem entre 15 milhões e 20 milhões de toneladas de cana em produtos, segundo Luis Roberto Pogetti, presidente do conselho de administração da empresa.

Em números, a expertise da Copersucar em comercialização e logística se expressa no prêmio pago às usinas associadas pelos produtos vendidos. Além do valor de mercado, ao final da safra a empresa remunera as parceiras com bônus, conforme os ganhos adicionais obtidos na venda. Historicamente, esse prêmio transita entre 2% e 3%, mas a maximização dos ganhos com açúcar e etanol fez com que na safra 2009/10, encerrada em abril, este percentual subisse para 5%, de acordo com Paulo Roberto de Souza, CEO da Copersucar.

Resumidamente, a estratégia aproveita infraestrutura e força de capital para carregar estoques e vender nos melhores momentos, inclusive no açúcar. “Ficamos fora do mercado de etanol em grande parte da safra. Quando o álcool atingiu o nível mais baixo, de R$ 580 por metro cúbico, aproveitamos para entrar comprando”, diz Souza. Sobre o açúcar, o CEO também se esquiva dos números, mas conta um pouco da estratégia.

“Grande parte das empresas do segmento que tem gestão de risco deixa para vender 90% do açúcar durante o período de moagem. Somente as mais capitalizadas carregam produto para o fim da safra. Não vou dizer que fixamos 100% do açúcar a 24 centavos de dólar, mas quando as cotações atingiram esse patamar, não tivemos restrição de crédito para hedge”, afirma.

O retorno positivo aos associados pode gerar nova onda de investimentos, mas após a consolidação dos investimentos já feitos, segundo Pogetti. “De 2008/09 para cá, nossos associados construíram oito usinas a partir do zero (greenfield), sem contar as ampliações nas usinas já existentes. Agora, é hora de absorver esses ativos”, diz Pogetti.

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