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Em cinco anos, setor poderá escoar safra pelo Norte do país

Antonio Petzold, Archer

O Norte do Brasil poderá servir de alternativa para o escoamento de cargas de grãos e até mesmo de açúcar e etanol, aliviando o gargalo logístico de congestionamento do Porto de Santos (SP). A conclusão é do especialista Antonio Petzold, consultor de negócios estratégicos da Archer Consulting, que avalia essa alternativa para o transporte de açúcar e etanol do Centro-Oeste, como uma tendência dos próximos cinco anos.

“A saída para isso é o Norte. Na safra passada pagava-se R$ 300,00 por tonelada de soja transportada de Mato Grosso para Santos. Com esse valor você leva esse produto para Belém do Pará e São Luiz no Maranhão, por exemplo. Em função da qualidade do serviço e das opções de São Paulo teremos que caminhar para isso. Essa região poderá atender o Noroeste de Minas, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, ou seja, a região Centro-Oeste. Estão sendo construídos naquela região diversos terminais para grãos. Depois da soja e do milho vem a cana-de-açúcar.  Acho que o setor seguirá o caminho da soja. Até mesmo o etanol poderá ser exportado para os Estados Unidos via Belém e São Luiz, pelos portos do Norte. O transporte de Belém a Miami é próximo e ganharemos competitividade nos preços pois o problema dos Estados Unidos se resumem nos altos valores dos fretes até a Flórida, pois o etanol é produzido no Cinturão do milho, em longa distancia, com frete de no mínimo 20 centavos de dólar por galão”, lembra.

Confira matéria completa na edição 243 do JornalCana.

 

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