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El Niño pode trazer nova onda de calor ao país

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A temperatura global continuou aumentando em 2013, com mais secas e ondas de calor. Ontem, a Organização Mundial de Meteorologia (OMM) anunciou que o ano passado foi o sexto mais quente desde 1850.

A OMM aborda a situação do Brasil, notando que o Nordeste do país sofreu a pior seca dos últimos 50 anos. Por outro lado, regiões do Sudeste enfrentaram pesadas chuvas no mês de dezembro, com algumas cidades registrando volume recorde de precipitações.

Indagado se o aquecimento mais forte em partes do Brasil, ocorrido em 2013, pode se repetir este ano, Omar Baddour, chefe da divisão de gestão de dados da OMM, afirmou: “Se o fenômeno do El Niño se desenvolver este ano, existe esse risco. Mas a temperatura do mar do Atlântico também tem influência na seca do Nordeste”.

As advertências têm aumentado na comunidade internacional sobre a ocorrência, neste ano, do fenômeno climático El Niño, que eleva as temperaturas das águas superficiais do Oceano Pacífico e pode desencadear secas em algumas partes do mundo e inundações em outras, a depender de sua intensidade. Para Baddour, se o El Niño se desenvolver em 2014 vai causar impacto também em 2015.

O relatório da OMM coincide com a inquietação no Brasil sobre o risco de racionamento de energia, se os reservatórios de água continuarem em nível perigosamente baixo. Segundo o banco Barclays, um racionamento de energia de 10% poderia reduzir o PIB em 0,8 ponto percentual no país.

O calor foi particularmente forte em várias regiões do Hemisfério Sul. A Argentina enfrentou o segundo ano mais quente de sua história desde que existem dados sobre o clima, e a Austrália o ano mais quente.

O relatório da OMM também detalhou fenômenos extremos, ocorridos em 2013, e a alta do nível do mar, concentração de gases de efeito estuda e menor volume de gelo no Ártico.

Para a entidade, o aumento no nível de emissões de gases de efeito estufa na atmosfera aumenta secas de um lado e, de outro, provoca inundações e ciclones tropicais.

O relatório conclui que o século 21 já registra 13 dos 14 anos mais quentes já observados. E cada uma das últimas três décadas foi mais quente que a precedente. O período 2001-2010 bateu todos os recordes.

Na média, a temperatura mundial da superfície do oceano e da terra em 2013 foi de 14,5ºC, ou seja, superior em 0,50°C à média de 1961-1990.

Para Michel Jarraud, secretário-geral da OMM, os fenômenos naturais como erupções vulcânicas ou episódios do El Niño (que aquecem o clima) e La Niña (temperaturas frias) sempre tiveram influência sobre as temperaturas, provocando secas e inundações, entre outras catástrofes. Mas em 2013, ocorreram inundações mais abundantes, ondas de calor mais intensas e agravamento dos estragos causados por tempestades e inundações na costa por causa da elevação do nivel do mar.

Um exemplo foi o tufão Haiyan nas Filipinas, país onde o nível do mar subiu três a quatro vezes mai s que a média mundial.

“O aquecimento do planeta não faz nenhuma pausa”, advertiu Jarraud. “O aquecimento dos oceanos se acelerou e atinge profundezas maiores”, disse. Ele estima que 90% do calor causado pelos gases de efeito estufa é estocado nos oceanos. “As concentrações desses gases atingem níveis recordes, o que significa que a temperatura e os oceanos vão continuar a se aquecer nos séculos que virão. As leis da física não são negociáveis”.

(Fonte: Valor Econômico)

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