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“É preciso estimular a produção”, afirma Jacyr Costa Filho, da Tereos

Confira entrevista com o executivo

Ele conduz o braço sucroenergético brasileiro da francesa Tereos, grupo com 12 mil associados-cooperados em 49 unidades industriais de 17 países.
Assim como no Brasil, a Tereos entende que seus valores, proximidade e compromisso de longo prazo são essenciais para a sustentabilidade de seu negócio.
A empresa opera sete unidades produtoras sucroenergéticas no interior do estado de São Paulo, das quais detém o controle de seis e 50% da Unidade Vertente, em sociedade com a Humus.
Jacyr Costa Filho dirige a Divisão Brasil do Grupo e é membro do Comitê Executivo global da Tereos.
Ele é uma liderança do setor e do agronegócio. Presidente do Conselho do Agronegócio da Fiesp
(Cosag), conselheiro da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), entre outros cargos,

Confira a seguir opiniões e avaliações de Jacyr em entrevista ao JornalCana.

Os produtores de biocombustíveis estão com expectativas diante a entrada em vigor da Política Nacional de Biocombustíveis, conhecida por RenovaBio, a partir de janeiro de 2020. Há chances de ele não vigorar nessa
data? 

Jacyr Costa Filho – O setor [sucroenergético] é forte. De uma forma ou de outra o RenovaBio vai sair porque é uma lei promulgada [em 26 de dezembro de 2017]. O que é bastante importante para nós, do setor produtivo, é que os mercados sejam estimulados. Então, só o reconhecimento dos biocombustíveis pela sociedade, pelo governo e pelos parlamentares já é um grande sinal.

Eu tenho certeza de que a própria sociedade irá demandar que o RenovaBio seja implementado.

Mix da safra

Em relação à safra de cana–de-açúcar 2019/20. As unidades iniciaram com o mix mais alcooleiro, a exemplo da temporada 18/19, e há dúvidas em relação ao comportamento dos preços do açúcar durante os meses da
safra. Qual sua opinião a respeito?

Jacyr Costa Filho – Eu estou otimista com o mercado de açúcar.

E quanto ao mercado de etanol no Brasil?

Jacyr Costa Filho – Em meados de abril vimos o aumento dos preços internacionais do petróleo. Isso acaba refletindo nos preços do etanol, uma vez que a Petrobras pratica reajustes na gasolina por conta das altas do petróleo.

Então a chave do mix fica mais alcooleira apenas no começo da safra 19/20 no Centro-Sul?

Jacyr Costa Filho – Sim. Depois teremos de avaliar como os mercados se comportam.

A seu ver, como está o ritmo de concentração do mercado sucroenergético?

Existem muitas unidades disponíveis para venda ou em processo de recuperação judicial.

Jacyr Costa Filho – Este nosso mercado é muito pulverizado. Em nenhuma outra commodity você vê essa pulverização. Veja o caso do mercado de citrus, de suco de laranja. São três empresas que detêm 90% do mercado. Ou o caso de proteína animal, mercado de grande concentração. O mesmo ocorre com os segmentos de frango.

No mercado de commodities, a tendência de concentração é muito grande. Como disse, nosso setor é muito pulverizado, mas a consolidação será um passo natural.

Fale mais a respeito, por favor.

Jacyr Costa Filho – Nosso setor tem uma característica: deixou de ser intensivo em mão de obra para ser intensivo em capital.

E o custo de capital hoje é determinante na competitividade entre as empresas.

 

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