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Dólar fecha a R$ 3,50, menor cotação em 44 dias

Depois de ensaiar uma volta ao patamar de R$ 3,40, o dólar acabou voltando e encerrando os negócios do dia exatamente na barreira psicológica dos R$ 3,50 – ainda assim, uma queda vigorosa de 1,51% que colocou a moeda em seu menor valor desde 21 de janeiro, quando fechou a R$ 3,585.

O recuo se deu com a expectativa de que o país receba uma parcela de US$ 4,6 bilhões do FMI (Fundo Monetário Internacional) ainda este mês. O ministro Antonio Palocci Filho (Fazenda) fala neste fim de tarde sobre a segunda revisão do acordo, concluída pelo Fundo na terça-feira como o primeiro passo para a liberação dos recursos.

Minutos antes de começar a entrevista coletiva de Palocci, o dólar chegou a ser cotado a R$ 3,496.

Na volta do feriado de Carnaval, os investidores que têm dólares em caixa – sobretudo exportadores e bancos que compraram linhas para financiamento de exportações leiloadas pelo Banco Central no ano passado e que agora terão que liquidá-las em reais – venderam a moeda prevendo uma queda ainda maior da cotação quando entrar o dinheiro do FMI.

“Alguns bancos estavam se desfazendo de dólares das linhas de exportação”, afirmou Rita Nalini, da corretora Novação. Segundo ela, o movimento ganhou força durante a tarde, principalmente após o anúncio da entrevista de Palocci sobre o FMI.

Outro ponto de sustentação da queda do dólar – que agora está negativo em 1,26% no ano – é a derrocada do risco Brasil que hoje cedeu mais 4,94% e opera a 1.116 pontos, após registrar a mínima de 1.096, menor patamar desde o início de junho. Já o C-Bond, principal título brasileiro negociado no exterior, sobe 1,82% para 77,125% do valor de face.

Os papéis se tornaram a vedete do mercado na medida em que cresceu a confiança dos estrangeiros na austeridade da política monetária do governo petista.

Ainda assim, os movimentos são limitados devido ao cenário de iminência de guerra no Iraque. Segundo analistas, sem a expectativa de um conflito os ativos brasileiros encontrariam espaço muito maior para a recuperação.

Amanhã, expira o prazo dado pela ONU (Organização das Nações Unidas) para o Iraque provar que está desarmado. O organismo não conseguiu provar a existência de armas de destruição em massa no país e, por isso, não chegou a um consenso sobre uma ação militar no país ou mesmo sobre a prorrogação do prazo.

Enquanto isso, os EUA continuam aumentando seu contingente militar na região do Golfo, que já chega a 310 mil homens. (www.folha.com.br)

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