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Discutindo a relação

Sinto-me inspirada a falar de temas que acredito e que norteiam a minha prática em Gestão de Pessoas e Relações Humanas, desde que me vejo nessa caminhada. Nesse mês um pouco mais, pois nós, profissionais da área, ainda estamos sorvendo as visões, práticas, informações e provocações discutidas em vários fóruns que geralmente acontecem nessa fase do ano, o maior deles o CONARH (Congresso Nacional de RH), que teve como tema desse ano: A arte da gestão de pessoas: desafios, incertezas e complexidade. Não estive lá pessoalmente, mas acompanhei o movimento, os temas, as discussões e conclusões, se é que se consegue chegar nelas num cenário tão complexo, não é?

Associado a esse congresso, também participei de um evento na nossa região que trouxe um palestrante falando sobre a próxima geração que estará nas empresas daqui a uns 3 anos, os filhos do milênio, como também é chamada a geração “Z”, nascidos a partir dos anos 2000. O cenário que temos à frente é mais preocupante do que o atual: se estamos há 15 anos discutindo as dificuldades de se lidar com a geração anterior, a “Y”, não temos a minha noção do que será receber a próxima, que vem com características que desafiarão ainda mais as empresas, lideranças e RH´s. Portanto, o discurso que temos visto e ouvido, e eu sou insistente nesse assunto, sobre a necessidade das empresas, dirigentes e lideranças reavaliarem suas culturas e seus estilos de gestão, é mais do que real. E essa revolução não está longe de acontecer.

O assunto da geração “Z” merece uma matéria à parte e eu prometo fazê-la em breve. Nessa eu quero trazer outros pontos para reflexão, a começar do título. E se falando sobre discutir a relação, informo de prontidão que a geração citada não vai aceitar trabalhar sem discutir as relações. Pois é: precisamos nos reinventar como condutores de talentos, pessoas, colaboradores, parceiros, a forma que queiramos intitular o grupo que temos à mão como matéria prima para a realização dos objetivos e metas do negócio.

Uma pesquisa recente da Michael Page cita que os principais motivos de insatisfação no ambiente de trabalho são, na ordem abaixo:

  • Gestão mal estruturada e sem planejamento;
  • Falta de feedback;
  • Falta de reconhecimento;
  • Áreas de suporte pouco ágeis ou de baixa performance;
  • A burocracia.

Quando olhamos para esses fatores, de imediato podemos associar o tema proposto por mim, a discussão das relações, a pelo menos 2 ou 3 itens dessa lista. E acredito que essa prática fosse estimulada na gestão, os demais também estariam resolvidos.

A parceria interna é um item intimamente ligado ao assunto tratado aqui. Eu disse lá que nós temos várias parcerias internamente: a primeira e a mais significativa são com o nosso superior imediato. Depois vem a nossa equipe. Em seguida os nossos parceiros no sentido de dependência das entregas para a consecução dos objetivos; e por final, as parcerias do entorno do negócio, que são caracterizadas como externas. E são essas relações que visualizo estarem opacas, pouco estimuladas e afinadas, e muitas vezes inertes. Por falta de diálogo, de discussão, de conversa.

Sabemos que comunicação é um dos maiores problemas existentes nas organizações, juntamente com os aspectos da má qualidade do exercício da liderança. E isto impacta nesse movimento em que as pessoas estão conversando e dialogando cada vez menos. Elas, em toda a cadeia, não têm demonstrado a minha disposição, interesse, propósito e capacidade para fazê-lo. E isto, infelizmente, tem contribuído para o que eu chamo da degradação das relações de trabalho.

Sim, as relações estão automáticas e superficiais. Em todos os níveis. Quanto mais resultados são cobrados de forma massificada, menos as pessoas se interagem, discutem, analisam e buscam soluções conjuntas. Na era da colaboração em rede, em parceria, precisamos revisar como estamos conduzindo e alimentando as nossas.

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