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Desânimo abate Brasil Ecodiesel

Os papéis da Brasil Ecodiesel ON encabeçaram o lado vendedor do Ibovespa na sessão de ontem, com recuo de 4,85% (a R$ 0,98). Para João Malaquias, da Corval Corretora, os ativos da empresa tiveram apenas uma realização de lucros, sem nenhum acontecimento pontual. Em um mês, as ações da produtora de biocombustíveis passaram de R$ 0,88 para R$ 1,03, alta de 17%.

A pouca transparência dos demonstrativos financeiros da empresa e a falta de lucros da companhia este ano são alguns dos fatores citados pelo operador da Corval para minguar o ânimo dos investidores com essas ações. Desde seu ápice, em 2007, quando as ações valiam R$ 10,88, já houve perda de 91%.

“As expectativas do mercado com a empresa, que já nasceu com uma visão sustentável, foram nutridas à base de projetos.

Quando completou um ano, em 2008, a Brasil Ecodiesel apresentou lucro de R$ 5 milhões, e se tornou a vedete dos analistas para o ano seguinte, o que estimulou a apreciação das ações dela. O problema é que a companhia não reportou mais lucro, o que frustrou os investidores.” De acordo com Malaquias, o cenário para as ações da empresa voltará a melhorar à medida que forem promovidos leilões de biodiesel ou que aumentem as chances de a companhia ser adquirida pela Petrobras.

Para a corretora Ativa, no entanto, o segmento de biocombustíveis, em que atuam empresas como a Cosan e a Açúcar Guarani, terá boa performance no curto prazo, devido às altas do preço etanol. “O mercado interno de etanol vem registrando elevação nos preços do combustível em função também das recentes chuvas que provocaram uma diminuição circunstancial da oferta do combustível devido a dificuldades logísticas na colheita da cana”, disse a equipe de análise da corretora.

REDECARD E CIELO. Também na ponta de baixo, o segmento de cartões registrou fortes declínios: Redecard ON caiu 3,92% (a R$ 25,75) e Cielo ON encolheu 3,29% (a R$ 14,70).

Sobre a Redecard, Malaquias diz que a situação da empresa é muito confortável, em termos de estrutura, e que a companhia está preparada para enfrentar futuros concorrentes do segmento.

Ele frisa a grande fatia de mercado que a administradora de cartões detém e as negociações que têm feito para iniciar o serviço de pagamento via celular como propulsores para a garantir a boa rentabilidade que a companhia terá este ano.

Na ponta divergente, OGX ON subiu 1,9% (a R$ 23,03), impulsionada pela troca dos papéis da outra petroleira da Bolsa, a Petrobras na carteira de agentes financeiros.

JBS ON ganhou 1,93% (a R$ 7,40), a reboque da divulgação de acréscimo de exportações.

O grupo Oi preencheu outras posições no ranking comprador da Bolsa, ainda sob a luz do acordo que permitirá à Portugal Telecom entrar na operadora.

Valorizaram-se Telemar ON (4,13%, a R$ 32,80), Brasil Telecom PN (1,83%, a R$ 11,70) e Telemar PN (1,54%, a R$ 25,07

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