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Desafio para o Nordeste é descobrir formas mais viáveis de produção

O coordenador do Programa de Recursos Humanos de Petróleo e Gás do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Sérgio Lucena, afirma que pode ser inviável, do ponto de vista econômico, produzir biodiesel com óleo de mamona. “O rendimento dessa reação química é muito baixo”, comenta o professor. O grande desafio, segundo ele, é descobrir outras oleaginosas que sejam economicamente mais rentáveis no Nordeste.

Lucena cita outras culturas como algodão e peão manso que podem resultar num biodiesel economicamente viável. Ele também argumenta que, além da inviabilidade econômica, o óleo de mamona não vai obedecer as especificações definidas pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Todo combustível tem que cumprir as características definidas pela agência, que regula este mercado no Brasil.

Lucena acredita que “o biodiesel de mamona ficará muito viscoso e isso pode trazer problemas na combustão do motor”.

“Tudo leva a utilizar a soja no biodiesel”, diz Lucena, acrescentando que “o governo federal é reticente com o uso desta oleaginosa, porque são grandes agricultores que dominam esse setor e a União quer estimular a produção da agricultura familiar”.

REDE – Existem pelo menos 200 cientistas de várias áreas pesquisando diferentes aspectos do biodiesel no Brasil. “O objetivo é cuidar do desenvolvimento tecnológico com foco na industrialização desse produto”, explica o coordenador-geral de tecnologias setoriais do Ministério da Ciência e Tecnologia, Adriano Duarte Filho.

“Vamos buscar as culturas mais viáveis para a produção do combustível e as que mais se adaptem à região”, afirma Duarte Filho. O Ministério tem mais oito fábricas de biodiesel experimentais espalhadas de Norte a Sul do País.

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