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Derivados da cana podem contribuir para um futuro mais sustentável

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Durante a Rio + 20, a Unica defende que as energias renováveis são essenciais para o “Futuro que Queremos”, mote da conferência, explica Luiz Fernando do Amaral, gerente de sustentabilidade. “Os derivados da cana contribuem de forma significativa devido a seu potencial energético, uma vez que reduzem as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e diversificam a matriz de energia, diminuindo a dependência por combustíveis fósseis. Mas a contribuição dessas opções energéticas vai além. O petróleo é hoje a principal fonte de energia do mundo e a humanidade depende dele para outros fins. Plásticos, borrachas, polímeros são apenas alguns exemplos. Hoje, a cadeia sucroenergética não produz apenas açúcar e energia (etanol e bioeletricidade). Há uma gama de novos produtos, como bioplásticos e alcoolquímica de base vegetal (lubrificantes, fragrâncias, etc) que fazem dos produtos da cana substitutos do petróleo em outras frentes. É mais uma importante contribuição do setor para um futuro pós-petróleo, contribuição essa que será cada vez mais importante”, diz.

Amaral explica que a ideia das energias renováveis, ganha destaque uma vez que a Conferência ocorre em 2012, definido pela ONU como o ´Ano da Energia Sustentável para Todos´. “Tecnologias e ações que reduzem as emissões dos combustíveis fósseis são importantes, mas a discussão sobre energia não pode se limitar a isso. Somente com uma participação cada vez maior das energias renováveis poderemos atingir o objetivo de disponibilizar ´Energia Sustentável para Todos´”, confirma.

Ele diz que o último relatório especial do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU sobre energias renováveis, ressalta que a biomassa moderna, como o etanol e a bioeletricidade, tem potencial para estar entre as três maiores tecnologias necessárias para atingirmos um sistema energético mundial de base renovável até 2050. “Esses pontos foram inseridos pela Unica nos ´Diálogos para o Desenvolvimento Sustentável´, uma plataforma da ONU para participação da sociedade na discussão oficial da Rio+20. As propostas mais votadas serão levadas à Conferência de Alto Nível e deverão ser consideradas pelos representantes governamentais durantes as negociações. A proposta da Unica ficou entre as 10 mais votadas para o tema de energia”, revela.

O executivo explica que nos últimos anos, o setor sucroenergético desenvolveu uma agenda de sustentabilidade que pode servir de exemplo. “Vale destacar o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, que antecipa os prazos para o fim do uso do fogo na colheita de cana no estado de São Paulo; o Projeto RenovAção, que requalifica trabalhadores do corte manual para novas atividades na indústria da cana; o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar; a certificação Bonsucro, que estabelece princípios e critérios socioambientais para o cultivo da cana e o Consecana, sistema que determina regras para o pagamento por cana entre produtores e fornecedores. Trata-se de um modelo de gestão em que responsabilidades e benefícios da sustentabilidade são compartilhados pela cadeia produtiva, sempre com a participação de diversos elos: empresários, governo, trabalhadores e Organizações Não-Governamentais (ONGs). Isso é gestão da sustentabilidade, ou seja, potencializar benefícios e mitigar riscos”, finaliza.

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