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Depreciação do Real dá ao Brasil vantagem de custo na produção de açúcar

A depreciação da moeda brasileira reduziu os custos de produção da indústria da cana. Isso significa que, no curto prazo, o Brasil vai ganhar uma vantagem de custo enorme sobre os outros produtores. A afirmação foi feita por Martin Todd,  diretor da consultoria LMC International.

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O cenário é aparentemente positivo, mas o especialista destacou que depreciações cambiais inevitavelmente levam a inflação doméstica dos custos para os produtores de açúcar. O risco para os produtores brasileiros é que eles comecem a importar essa inflação em seus custos e os preços da gasolina permanecerem os mesmos.

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O principal impacto de curto prazo da debilidade do Real tem sido sobre os preços mundiais do açúcar, por causa de sua ligação com os preços da gasolina no Brasil devido ao etanol.

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De acordo com Todd, o Brasil não teve ainda a oportunidade mostrar essa vantagem competitiva  no mercado de açúcar. O consultor sugeriu duas coisas que precisam mudar para que o país seja capaz de tirar partido da sua competitividade de custos:

  • Os preços do etanol terão que subir para absorver a inflação de custos que a indústria inevitavelmente importará,
  • A Produção em outros países terá de se ajustar.

Na opinião de Todd, a indústria também deve usar esta oportunidade para melhorar a eficiência, especialmente na performance nas operações de campo/colheita.

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É também evidente que os custos de produção não são o único fator determinante da competitividade, a política do governo continua a ser um fator-chave para o setor

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