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Déficit global de açúcar chega 10 milhões de toneladas e faz preços atingirem os maiores patamares dos últimos 4 anos

O déficit global de açúcar pode chegar a 10 milhões de toneladas na próxima temporada 2016/17, e essa perspectiva tem promovido altas consecutivas no mercado internacional.

Cotado a US$ 23 cents/lb na Bolsa de Nova York, o preço do açúcar atingiu o maior nível nos últimos 4 anos. Em real, equivalente a mais R$ 1.600,00 por tonelada, o valor é o mais alto da história.

Para o analista da FCStone, João Paulo Botelho, “o mercado já está precificando um déficit de 10 milhões de toneladas e cada vez mais se dando conta de que esse diferencial de oferta e demanda não será resolvido facilmente.”

Nos últimos anos a demanda pelo adoçante natural vem crescente continuamente, ao passo que a produção global está estagnada. “Há necessidade de investimento na capacidade produtiva das usinas, mas esse assunto ainda é pouco discutido pelo setor”, acrescenta o analista.

Diante desse cenário o mix de produção – que nos últimos anos era alcooleiro – já demonstra sinais de alteração. Nesse sentido, também é importante ressalta que o setor de etanol também tem sofrido pela recessão econômica do Brasil.

Segundo Botelho, atualmente as usinas já transformam até 49% da produção em açúcar, porém, as imposições técnicas ainda limitam esse percentual. “Em outros anos o mix era de 42% a 43% nesta época do ano”, diz Botelho.

A menor produção do etanol também tem levado a preços mais remuneradores do biocombustível, “mesmo assim continuam não compensando”, explica o analista. Segundo ele, a transformação em açúcar chega a remunerar 50% mais que o etanol.

Nos próximos anos Botelho diz que o setor espera um aumento na capacidade de moagem de açúcar, assim como elevação da área cultivada no Brasil, especialmente em estados de expansão, como Paraná, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O bom momento também é aproveitado pelos fornecedores de cana. O índice Consecana [utilizada como média de remuneração aos produtores], em agosto/16 fechou em R$ 0,6461/kg por ATR, valor historicamente alto para o período.

“No entanto, um possível aumento da área plantada também irá depender da sinalização das indústrias em investimento na capacidade de moagem”, conclui.

Fonte: (Notícias Agrícolas)

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