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CULTURA DE SEGURANÇA

O leitor deve lembrar-se dos filmes americanos em que aparecem os exercícios simulados de incêndio nas escolas, onde as crianças ainda bem pequenas são orientadas a caminhar ordenadamente em fila, sob o comando das (bem treinadas) professoras. Enquanto fora do prédio, já estão posicionados os carros dos bombeiros, polícia e membros da comunidade.

Este é apenas um simples exemplo do que acontece em um país em que a Cultura de Segurança é promovida desde a escola elementar, enraizando o conceito de que “a melhor forma de se fazer qualquer coisa é a forma segura”.

E mesmo assim, nos países mais desenvolvidos, o conceito de Cultura de Segurança só foi efetivamente utilizado em 1988 com relatório sobre o acidente na usina nuclear de Chernobyl (antiga União Soviética). Este conceito foi introduzido como um meio de explicar como a falta de uma efetiva compreensão dos riscos por parte das pessoas de todos os níveis de uma organização contribuiu para o resultado de um desastre.

Para entender melhor o conceito, podemos dizer que Cultura de Segurança é o modo como a Segurança é percebida e valorizada e priorizada em uma empresa. Isso reflete diretamente o compromisso real com a Segurança em todos os níveis da organização. Em linguagem simples, pode-se dizer que Cultura de Segurança em uma organização é forma como as pessoas se comportam e fazem as coisas quando ninguém está olhando.

Vê-se então que o tema é extremamente complexo e envolve aspectos que extrapolam os muros das fabricas. Cultura de Segurança está estreitamente ligada à história e cultura geral de um povo, seus valores e crenças, estilos de gestão e por aí vai… E a essas alturas você já deve estar se perguntando por que é tão difícil num país como o nosso, implantar-se uma Cultura de Segurança. Veja abaixo por que…

… Culturas de Segurança são compostas por crenças compartilhadas, práticas e atitudes que existem em uma empresa. A Cultura é a atmosfera criada por essas crenças, atitudes, etc, que moldam nosso comportamento. A Cultura de Segurança nas organizações é o resultado de uma série de fatores, tais como:

– Processos de gestão, normas e crenças;

– Atitude dos funcionários;

– Valores e mitos;

– Políticas e procedimentos;

– Prioridades das lideranças (e responsabilidades);

– Produção (qual o nível de pressão na linha de produção?);

– Ações (ou falta delas para corrigir comportamentos inseguros);

– Treinamento dos funcionários e motivação;

– E o nível de envolvimento dos funcionários.

Bem, agora, você deve estar comparando cada tópico citado acima com o atual estágio da Cultura de Segurança da empresa em que você trabalha ou nas que já trabalhou… É uma dura realidade, não? Temos um longo e árduo caminho a percorrer…Não existe uma receita pronta para o sucesso de implantação de uma Cultura de Segurança em qualquer empresa, todavia, alguns pontos são primordiais:

1 – Criar uma visão da Cultura de Segurança e comunicá-la amplamente para todos os

funcionários;

2 – Avaliar permanentemente os pontos fortes e fracos da Cultura.

3 – Desenvolver uma estratégia para realizar as mudanças desejadas e alocar os recursos

necessários (orçamento, pessoal, treinamento e tempo);

4 – Criar comitês para realização de reuniões periódicas;

5 – Realizar avaliação contínua do progresso das ações.

É importante lembrar que uma cultura organizacional se desenvolve ao longo de um período de tempo e não pode ser criado da noite para o dia. E ainda vale salientar que é um processo que começa no comando das organizações, como todo processo de gestão. E, ainda, nunca é demais lembrar que sem gestão, não há Segurança.

Luiz Claudio Costa

Técnico em Segurança, Administrador, Pós-graduado em Gestão de Pessoas

[email protected]

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