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Cresce fatia estrangeira na moagem de cana

Apesar das frustrações, a presença estrangeira no segmento de etanol e açúcar no Brasil tem crescido de forma expressiva. Levantamento feito pelo Valor mostra que, juntas, as 14 principais multinacionais que investiram em usinas de cana ampliaram a moagem em 60% nas últimas cinco safras. Nesse intervalo, o processamento da matéria-prima no país cresceu apenas 6,5%.

moagemA moagem realizada por usinas controladas por capital estrangeiro somou 154 milhões de toneladas na safra encerrada em 31 de março deste ano (2014/15). Foi um volume equivalente a 24% do total nacional, que alcançou 643 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No ciclo 2009/10, o “market share” foi de 16%.

Os cálculos consideram as moagens totais das usinas controladas por grupos estrangeiros mesmo quando eles têm sócios brasileiros minoritários. No caso da Shell, que “divide” a Raízen Energia em partes iguais com a Cosan, foi considerado o volume equivalente a sua participação.

O maior dinamismo estrangeiro nesse segmento não está diretamente relacionado à satisfação com o negócio. Grande parte dessas companhias está entregando prejuízos consecutivos a seus acionistas. A questão é que, depois que se compra uma usina, é praticamente obrigatório continuar investindo no ativo, seja para ganhar escala ou para otimizar o uso da capacidade. Algumas companhias, tais como a americana Bunge e a espanhola Abengoa, até tentaram voltar atrás e se desfazer de suas unidades, após perdas sucessivas. Mas não encontraram interessados.

Há três anos a Bunge amarga em seu balanço global prejuízos operacionais no segmento “Açúcar e Bioenergia”. Essa operação está concentrada nas oito usinas brasileiras, cuja aquisição, segundo o mercado, custou mais de US$ 2 bilhões à americana. Em 2012, a perda operacional do segmento alcançou US$ 118 milhões. No ano seguinte, US$ 34 milhões e em 2014, foi de US$ 23 milhões.

Apesar das frustrações, a presença estrangeira no segmento de etanol e açúcar no Brasil tem crescido de forma expressiva. Levantamento feito pelo Valor mostra que, juntas, as 14 principais multinacionais que investiram em usinas de cana ampliaram a moagem em 60% nas últimas cinco safras. Nesse intervalo, o processamento da matéria-prima no país cresceu apenas 6,5%.

2008-06-11 Corte Mecanizado Canavial Maquinas Cana Moagem (126)A moagem realizada por usinas controladas por capital estrangeiro somou 154 milhões de toneladas na safra encerrada em 31 de março deste ano (2014/15). Foi um volume equivalente a 24% do total nacional, que alcançou 643 milhões de toneladas, conforme a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No ciclo 2009/10, o “market share” foi de 16%.

Os cálculos consideram as moagens totais das usinas controladas por grupos estrangeiros mesmo quando eles têm sócios brasileiros minoritários. No caso da Shell, que “divide” a Raízen Energia em partes iguais com a Cosan, foi considerado o volume equivalente a sua participação.

O maior dinamismo estrangeiro nesse segmento não está diretamente relacionado à satisfação com o negócio. Grande parte dessas companhias está entregando prejuízos consecutivos a seus acionistas. A questão é que, depois que se compra uma usina, é praticamente obrigatório continuar investindo no ativo, seja para ganhar escala ou para otimizar o uso da capacidade. Algumas companhias, tais como a americana Bunge e a espanhola Abengoa, até tentaram voltar atrás e se desfazer de suas unidades, após perdas sucessivas. Mas não encontraram interessados.

Há três anos a Bunge amarga em seu balanço global prejuízos operacionais no segmento “Açúcar e Bioenergia”. Essa operação está concentrada nas oito usinas brasileiras, cuja aquisição, segundo o mercado, custou mais de US$ 2 bilhões à americana. Em 2012, a perda operacional do segmento alcançou US$ 118 milhões. No ano seguinte, US$ 34 milhões e em 2014, foi de US$ 23 milhões.

(Fonte: Valor Econômico)

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