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Corte de empregos preocupa profissionais em Goiás

Aumento de impostos no setor sucroenergético penaliza empresas

Representantes de entidades empresariais e de trabalhadores reunidos em Goianésia: mobilização (Foto: Divulgação)

Lideranças de sindicatos e federações de trabalhadores manifestaram profunda preocupação com o cenário de cortes de vagas na indústria goiana.

A preocupação foi destacada no terceiro seminário do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e dos Empregos, realizado em Goianésia em 17/10.

“O empresário goiano, que gera empregos, está sendo tratado como bandido em Goiás”, denunciou Reginaldo José de Faria, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Anápolis (SindiMetana).

Faria se refere a iniciativas da Assembleia Legislativa contra os incentivos fiscais.

Esse mecanismo, disse, tem como objetivo atrair mais investimentos para o Estado, gerando mais empregos e tornando as empresas mais competitivas.

“Lá em Anápolis a Caoa está transferindo seus investimentos para São Paulo e reduzindo a produção aqui”, relatou.

“Tinham um projeto para gerar mais de 300 novos empregos em Anápolis, mas com o atual cenário, preferiram implantar na nova fábrica em São Paulo.”

Bases estão inquietas

Presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais Assalariados de Goiás (Fetaer-GO), José Maria disse que as bases estão inquietas com o fechamento de vagas.

Ele citou o setor sucroalcooleiro como um exemplo.

“Boa parte das usinas goianas está em situação delicada, por causa das políticas de preço do combustível”, disse.

“E ainda querem aumentar os impostos para o setor. Isto vai gerar a necessidade de se cortar ainda mais custos e vai sobrar para nós, trabalhadores.”

O evento, no auditório da Faculdade Evangélica de Goianésia (Faceg), reuniu mais de 200 pessoas, entre autoridades políticas, lideranças empresariais e representantes de mais de 30 entidades.

O presidente da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial de Goiás (Adial), Otávio Lage de Siqueira Filho, citou como exemplo Rio Verde e Anápolis, que tiveram a realidade econômica transformada a partir de incentivos fiscais.

O empresário fez questão de afirmar que o movimento não é contra ninguém, é a favor de Goiás.

“A gente quer ver o Estado crescendo, dando condições de emprego a essas pessoas”, afirmou Otávio Lage Filho, destacando que o ineditismo da união entre tantos segmentos em torno de uma única causa.

“Estamos deixando a marca do diálogo”, ressaltou o presidente da Adial.

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira ofereceu à Assembleia Legislativa e ao governo do Estado a estrutura da Universidade.

Isso para que as demandas econômicas e as políticas públicas sejam definidas por meio de estudos científicos.

“A universidade tem tudo a ver com isso. Podemos colocar nossos quadros para fazer um diagnóstico profundo, técnico, sobre os impactos das políticas de atração de investimentos”, disse.

“E, a partir disto, ajudar o Estado a tomar as melhores decisões, sem ‘achismos’”, afirmou ele, que também defendeu mais investimentos no fomento de pesquisas.

Diretor da Faculdade Evangélica de Goianésia, o sociólogo José Mateus dos Santos, em sua palestra, citou as faculdades de um modo geral como fomentadoras de oportunidades, qualificação e emprego.

Ele afirmou que o Estado é rico em potencial, como fartura de água, solos férteis.

Mas que os empreendedores enfrentam desafios hercúleos como carga tributária pesada e fragilidade no sistema elétrico.

Além disso, a infraestrutura ainda deixa a desejar e crises políticas, que emperram o desenvolvimento, disse.

União de trabalhadores e empresários é enaltecida

Está sendo repetido como mantra nos seminários do Movimento em Defesa do Desenvolvimento e Empregos – em Rio Verde, Anápolis e, por último, Goianésia -, que é preciso a união de forças entre todos os entes.

Inclusive o setor público, para que o Estado possa produzir boas notícias na área econômica a partir do próximo ano.

“Temos que salvar o nosso estado e isso só vai acontecer com essa mobilização dos empresários, dos empreendedores, dos sindicatos”, destacou o presidente da Câmara de Goianésia, vereador Múcio Santana.

“Unir todos os segmentos e mostrar que é melhor ter um trabalhador que um pedinte. E para ter trabalhos é preciso que o Estado continue se desenvolvendo.”

“Estamos vivendo algo inédito em Goiás: pela primeira vez patrões e trabalhadores deram as mãos por um só objetivo, que é produzir mais e termos um emprego para sustentar a nossa família”, salientou Reginaldo José de Farias, líder metalúrgico em Anápolis.

(Conteúdo partilhado pela Jalles Machado. Clique aqui para acessar o texto original)

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