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Consolidado no país, etanol brasileiro avança rumo à internacionalização

O setor de bioenergia no Brasil já consolidou uma história de sucesso e criou as competências necessárias, tangíveis e intangíveis, para atender em sua plenitude o crescimento da demanda nacional, que dobrou nos últimos quatro anos e deve superar 50 bilhões de litros por ano até 2015.

Esse crescimento, resultado do lançamento do carro flex e as recentes aplicações do etanol em novas tecnologias desenvolvidas no Brasil, como a do primeiro plástico verde renovável do mundo, elevou os investimentos e reforçou a importância do setor de bioenergia na economia nacional, criando um panorama novo e promissor.

Adicionalmente, os principais países refletem sobre a definição de uma nova matriz energética que garanta maior segurança de abastecimento e contribua para a redução da emissão de CO2 no planeta.

O mundo está convencido da necessidade imediata de se criar uma economia de baixo carbono e menos dependente de combustíveis fósseis.

Nesse cenário, o etanol da cana destaca-se como uma das melhores alternativas de energia limpa, renovável e competitiva.

Existe hoje um debate sobre a verdadeira condição do Brasil para atender às demandas nacionais e internacionais no médio e longo prazos. Esse é, entretanto, um falso dilema, pois o setor de bioenergia nacional tem, sim, condições de liderar esse processo. A experiência adquirida na produção de etanol no país é sucesso tecnológico, e os produtores estão preparados para assumir desafios de crescimento da demanda internacional.

Essa “preparação” se dá tanto por meio do aumento da capacidade das unidades agroindustriais existentes como por meio da construção de novas plataformas em outras geografias, como América Latina e África. Isso garantirá a segurança da oferta de etanol no médio e longo prazos.

A indústria de bioenergia está engajada na consolidação do etanol como fonte de energia limpa e competitiva, e essa conquista traz, além de novos investimentos, desenvolvimento econômico, maior geração de empregos e inúmeros ganhos ao planeta na questão climática.

É necessário, entretanto, que líderes dos principais mercados potenciais como Estados Unidos, Japão e União Europeia definam, de forma clara e objetiva, políticas e regras que sinalizem compromissos formais de inclusão do etanol brasileiro como fonte alternativa viável às demandas crescentes para os próximos 10 a 20 anos, deixando evidente o papel e a isonomia da nossa bioenergia na matriz energética internacional.

A partir dessa transformação, as empresas brasileiras terão condições de tomar as decisões necessárias para superar as expectativas do mercado nacional e internacional, e o Brasil poderá protagonizar a produção mundial de energia limpa, competitiva e renovável.

JOSÉ CARLOS GRUBISICH é presidente da ETH Bioenergia.

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