fbpx
JornalCana

Conselhos Administrativos podem definir rumos da gestão

O tema foi o primeiro episódio da série de webinares “ESG nas Usinas”

Mudanças cada vez mais profundas e aceleradas, no ambiente de negócios provocam transformações da governança corporativa, impulsionando o papel dos Conselhos de Administração nos últimos tempos.

Antes voltados para monitorar os resultados da diretoria executiva ou uma função meramente legal, os Conselhos vão se ocupando cada vez mais em garantir na tomada de decisões da empresa, que o direcionamento estratégico dos negócios, sejam respeitados de acordo com os principais interesses da organização como um todo.

Cabe ao Conselho, portanto, estabelecer as bases do processo de pensamento e de planejamento estratégico e levar a definição dos rumos do negócio e da empresa.

Essa importante evolução é claramente expressa no código das melhores práticas de governança corporativa do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) o qual informa que o Conselho de Administração é o órgão colegiado encarregado do processo de decisão de uma organização em relação ao seu direcionamento estratégico.

Ele exerce o papel de guardião dos princípios dos valores do objeto social e do sistema de governança da organização sendo seu principal componente, ou seja, hoje o próprio manual do código das melhores práticas do IBGC, apontam o Conselho de Administração como o principal componente do sistema de governança corporativa.

LEIA MAIS > Crise de fertilizantes acelera inclusão de alternativas para o setor bioenergético
Milzíade Malgoska Sei

Então, seja por demandas do sistema financeiro, estruturação ou reestruturação societária avanço da governança ESG ou simplesmente para proteger o patrimônio e maximizar o retorno sobre o investimento da empresa, o fato é que a formação e a atualização do Conselho de Administração, é pauta estratégica para maioria das usinas e empresas do agronegócio e também do primeiro episódio da série de webinares ESG NAS USINAS, promovido pelo JornalCana, que reuniu na quarta-feira (20/4) um experiente grupo de conselheiros que já atuam no setor: Jacyr Costa, presidente do Cosag/Fiesp e Conselheiro da Uisa e Usina Caeté; Milzíade Malgoska Sei, sócio Fundador da G2S – Governança, Gente & Sucessão; Pedro Mizutani, Conselheiro de Administração em diversas empresas e Renato Gennaro, fundador e CEO da MAC Gestão.

O webinar contou com a mediação do jornalista e diretor da ProCana, Josias Messias, tendo como patrocinadores as empresas de tecnologia AxiAgro e S-PAA.

Milzíade, da G2S, destacou que as atividades das empresas do agro têm um impacto ambiental muito grande e muitas ações vêm sendo desenvolvidas neste sentido. O problema, segundo ele, é que muitas vezes essas questões não são trabalhadas de forma integrada.

Em vista que as empresas do agro têm um impacto ambiental muito grande nas suas atividades e quantas coisas vêm sendo feitas né só que essas questões todas as vezes elas não são trabalhadas de forma integrada.

LEIA MAIS > Feplana pede à Casa Civil e à Agricultura mais recursos agrícolas  
Pedro Mizutani

“As nossas usinas vêm cada dia mais maximizando o uso de recursos e aproveitamento de resíduos. A questão da poluição já enfrentamos há muitos anos e essas questões estão sendo mitigadas ou até eliminadas. Na questão social, da mesma forma que a ambiental muito tem sido feito, só que não de forma integrada. Temos as questões do impacto das nossas atividades na comunidade, questões de saúde e segurança, sempre muito visadas com relação aos direitos dos trabalhadores. Na questão da governança, que se olha um pouco mais no detalhe, é que tudo nasceu com esse foco no direito dos acionistas, gestão de riscos, transparência do modo geral e mais recentemente nós temos trabalhado muito nos Conselhos as questões de corrupção ou anticorrupção”, informou.

Para Pedro Mizutani um fator que tem corroborado para a importância dos Conselhos nas empresas é que ao agir mais motivado pela razão do que pela emoção, tem contribuído para a contabilidade das empresas. “Os conselhos administrativos ajudam nesse aspecto de tomada de decisões estratégicas, trazendo ainda na bagagem experiências vivenciadas em outras empresas”.

LEIA MAIS >Raízen faz a captação de R$ 1,2 bi com primeira emissão de Sustainability-linked Debêntures
Jacyr Costa

Para Jacyr Costa, as mudanças estão ocorrendo de uma maneira muito rápida e não só o setor bioenergético sofre, mas de modo geral toda economia, como exemplo, ele citou a guerra Rússia e Ucrânia. Diante disso, ele comentou que o segmento deixou de ser intensivo em mão de obra como era no passado, passou a focar mais no acesso ao capital, sendo que as informações que dão segurança para os investidores do mercado financeiro aceleraram a formação de conselhos.

“As mudanças que estão ocorrendo, a necessidade de acesso a capital, que hoje passou a ser um fator competitivo muito importante, visto a alta dos juros, ter acesso ao capital mais competitivo é fundamental para que a empresa tenha competitividade e perenidade dos seus negócios”, disse.

“O que eu vejo hoje, quando você fala da vertente financeira, acaba acelerando esse processo de formação dos conselhos. As empresas têm o objetivo de gerar lucratividade”, completou Renato Gennaro.

LEIA MAIS > Integração de culturas ganha força e potencializa descarbonização
Renato Gennaro

Um consenso entre os participantes do webinar, é que essa transição de gestão familiar para profissional e implementação dos Conselhos Administrativos precisa ser acelerada. Segundo eles, as usinas precisam ajustar seus sistemas de governança corporativa, para que elas possam reagir a tempo, diante das pressões impostas pela sociedade e também para obter e capturar benefícios financeiros e comerciais dessas pressões, evitando sofrer as consequências.

Para Milzíade “as novas gerações pessoas na faixa dos 30, 35, 40 anos, já vêm com uma ideia diferente. O grande desafio é convencer as gerações anteriores da importância dos temas que nós estamos discutindo aqui”, disse.

O conselheiro Jacyr Costa destacou também a evolução que o setor bioenergético vem protagonizando nos últimos anos. “Há 50 anos atrás éramos produtores de açúcar, depois nos transformamos em produtores de açúcar e de etanol, biocombustível na década de dois mil, como bioeletricidade. Agora já está se falando do biogás. Nosso setor está cada vez mais sustentável e hoje temos uma pluralidade de mercados. Nossa vocação é a vocação ambiental”, concluiu.

 

 

Inscreva-se e receba notificações de novas notícias!

você pode gostar também
X
Visit Us On FacebookVisit Us On YoutubeVisit Us On LinkedinVisit Us On Instagram