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Conglomerado sucroenergético no NE será fundado no início da safra 2021/22

Previsão é que Central Sucroenergética fatures R$ 1 bilhão por safra

Dirigentes da Coaf/Timbaúba-PE, CooafSul/Ribeirão-PE, Pindorama/Cururipe-AL e da Copervales/Atalaia/AL

Usinas geridas por canavieiros alagoanos e pernambucanos em regime cooperativo e associadas à Organização das Cooperativas do Brasil (OCB) terminam na última semana a 3ª fase de seis programadas para a criação da 1º central de sucroenergia nestes moldes na região.

Os conselheiros da Coaf/Timbaúba-PE, CooafSul/Ribeirão-PE, Pindorama/Cururipe-AL e da Copervales/Atalaia/AL estão sendo qualificados sobre funcionamento e gestão em redes e centrais de negócios cooperativos. A previsão é que todas as etapas para a consolidação da central acabem neste semestre.

Com isso, a fundação do conglomerado deve ocorrer na nova safra que se aproxima, podendo começar no final de agosto ou início de setembro. A previsão é que a Central Sucroenergética fature R$ 1 bilhão por safra e gere 18,5 mil postos de trabalho diretos.

Todas as seis etapas para a construção do empreendimento integram um projeto da OCB/PE, presidida por Malaquias Ancelmo. “O objetivo é fortalecer o sistema cooperativado no ramo sucroenergético através da busca do aumento de produção, faturamento e rentabilidade das usinas por meio da agregação de valor da cana-de-açúcar; diminuição de custos logísticos, de insumos e equipamentos no campo e nas fábricas; e no melhoramento nos processos administrativos, fiscais, técnicos, financeiro e contábeis”, conta Alexandre Andrade Lima, presidente da usina Coaf.

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A 3ª fase de qualificação dos envolvidos começou ontem com gestores da Coaf e CooafSul e termina hoje com os da Pindorama e Copervales. “Nossa expectativa é que toda etapa preparatória seja finalizada até maio, inclusive com a apresentação do plano de negócios e elaboração de documentos comuns. Depois dessa etapa, os cooperados de cada usina farão a sua assembleia sobre a constituição da 1ª central do tipo no Nordeste”, informa Andrade Lima.

“Essa modelagem de conglomerado é importantíssimo para o fortalecimento do setor sucroenergético e, como tenho certeza que será bem sucedido, quero que essa experiência que já nasce exitosa e agrega dois estados do Nordeste, seja incorporada também na Bahia”, afirma o vice-governador da Bahia, João Leão, que também é secretário de Desenvolvimento Econômico do estado. Leão visitou usinas sucroalcooleiras de Pernambuco e Alagoas na última semana.

 

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