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Comunicação interna precisa evoluir no setor, diz representante

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Reunião Gerhai

Desde os primórdios é através da comunicação que o ser humano se mantém. Contudo, por ter se tornado algo corriqueiro, a linguagem não evoluiu, principalmente no ramo empresarial. Segmentando o assunto e analisando o setor sucroenergético, chegamos a mais um gargalo. Dentro das usinas, este ponto é deixado de lado pela maioria dos gestores, que menosprezam sua importância. “Se o líder não tiver a capacidade de fazer a disseminação das informações, se não pregar transparência, apresentar metas, diretrizes, manter um diálogo aberto com seus colaboradores, é muito difícil se manter. Todos estes pontos afetam o clima, a gestão e a própria liderança do encarregado. Infelizmente, no setor sucroenergético temos sim dificuldade em trabalhar essa parte. É um problema crônico e cultural”, diz Beatriz Resende, gerente de RH da Usina Batatais, durante a segunda reunião do Gerhai – Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agroindústria – em 2013, em Ribeirão Preto (SP).

O tema foi discutido no PDC – Programa de Desenvolvimento Continuado, ministrado pela comunicóloga e psicóloga, Nanci Capel Pilares. Segundo a profissional, por se tratar de um problema cultural, ou seja, enraizado, a transformação se inicia através da sensibilização dos colaboradores. “Para mim, o processo de comunicação começa nas pessoas, no autoconhecimento e relacionamento com os demais. Se esses pontos não forem bons, com certeza vão originar problemas. Não há receita para a comunicação. Ela acontece na medida em que as pessoas tomam consciência dos seus papéis. É preciso instruir os colaboradores para que usem as palavras certas e tenham uma postura adequada, claro, levando em consideração suas particularidades”, explicou.

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Nanci Capel Pilares

Segundo Nanci, saber lidar com os colaboradores, que são a maior matéria-prima de uma empresa, é fundamental. “Todos estes fatores interferem no clima do dia a dia, na cultura organizacional e no engajamento. Muitas vezes a impressão que temos é de que tudo caminha perfeitamente, mas lá no campo, por exemplo, o líder pode não saber se comunicar com seus subordinados. O relacionamento entre eles não é próximo. Isso faz a diferença”, completa.

Beatriz, que também é presidente do Gerhai, lembra que o RH tem um importante papel neste processo. “Sabemos que esse aprendizado precisa passar por um profissional especializado. Mas a parceria com o RH nessa gestão interna das relações é primordial”.

Nanci, por sua vez, fez um alerta aos gestores. “O clima é gerado pelas pessoas, influenciadas por uma boa postura, bom humor e ações eficientes. A comunicação vai além do discurso”, completou.

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