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Combustível pode subir antes de nova política sair, diz Dutra

O novo presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, afirmou em entrevista à Folha que se for necessário os preços dos combustíveis serão reajustados mesmo antes de o governo fixar as diretrizes da política para o setor.

Segundo Dutra, se o petróleo disparar e for inevitável um aumento, ele ocorrerá. O objetivo é não prejudicar a estatal nem seus acionistas minoritários. Ele afirmou, porém, que o momento é favorável: o dólar, que também corrige o preço dos derivados, está em trajetória de queda. Com isso, uma alta de combustíveis pode ser evitada. Os preços podem até mesmo recuar. “Não vai ser necessário um aumento no curto prazo”, disse.

Dutra afirmou que a política comercial da Petrobras caberá à diretoria da estatal, respeitando as orientações maiores do Ministério de Minas e Energia.

O governo estuda um modelo para amortizar os reajustes ao consumidor. Uma das propostas é reduzir a Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) quando o preço do óleo ou do dólar disparar.

Assim, o ônus ficaria com o Tesouro -que perderia arrecadação-, e não com a Petrobras ou com o consumidor.

A diretoria, ainda na fase da escolha de nomes, será mais técnica do que política. “O núcleo será técnico, com pessoas da própria Petrobras que tenham experiência de gerência”, disse Dutra.

Apesar do caráter técnico que quer imprimir à estatal, Dutra não descarta nomes políticos na direção. As indicações, disse, não dependem só dele. São também de responsabilidade do Conselho de Administração da estatal e do presidente da República.

Em relação à licitação das plataformas P-51 e a P-52, o presidente da Petrobras informou que deve haver novo adiamento na data de entrega das propostas.

Cerca de dez companhias estrangeiras e nacionais concorrem à licitação, cujo valor total é próximo a US$ 1 bilhão. Segundo ele, algumas pediram mais prazo para avaliar melhor os projetos.

Alvo de críticas de Lula durante a campanha, a licitação já foi adiada pela antiga direção da estatal. O prazo para entrega dos envelopes era 16 de dezembro e passou para o próximo dia 27.

Dutra afirmou que o Conselho de Administração da empresa -composto por três ministros de Lula- poderá decidir sobre a nova data. (www.folha.com.br)

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