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Com vinhaça concentrada Usina Santa Clotilde amplia produtividade de cana

Enriquecida com bactérias procedentes do rúmen do boi, além de nitrogênio e micronutrientes, a vinhaça vem apresentando bons resultados

A Usina Santa Clotilde, localizada no município de Rio Largo, em Alagoas, está investindo na produção de uma vinhaça mais concentrada, enriquecida com bactérias procedentes do rúmen do boi, além de nitrogênio e micronutrientes. A novidade, vem apresentando resultados positivos no canavial.

“Fizemos uma parceria com uma empresa que tem uma expertise muito grande nessa parte biológica. Usamos rúmen do boi que contêm bactérias já adaptadas a região e que trarão uma contribuição para o nosso sistema de produção. A vinha passa a ter um valor agregado maior em termos de irrigação”, afirmou Pedro Sarmento, supervisor Agrícola da unidade industrial.

De acordo com ele, o rúmen é misturado a um substrato que é diluído para que seja tirado um subproduto líquido que é misturado à vinhaça e distribuído na lavoura nas áreas de plantio e socaria. “Com isso, é construída uma nova parte biológica do solo. Temos a consciência que, cada vez mais, precisamos otimizar nossos recursos e maximizar a produção. Não tem como fazer isso sem contar com a tecnologia. Voltar às origens é muito importante para evoluir e garantir um futuro mais próspero”, reforçou.

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Segundo o representante da usina, por dia, são extraídos cinco mil litros do subproduto procedente do rúmen do boi para ser misturado à vinhaça.

Sarmento lembrou ainda que a vinhaça, antigamente, era misturada apenas a água residual para ser aplicada no canavial. “Hoje, a empresa investiu por entender que a vinhaça é um produto rico em matéria orgânica e em potássio, que é um dos principais macronutrientes da cana. A vinhaça é separada da água de resíduos, trazemos uma vinhaça pura para uma caixa de captação, onde passa a ser enriquecida com nitrogênio, micronutrientes e uma parte de bactérias biológicas” afirmou.

De acordo com ele, a vinhaça é distribuída no campo por um trator, atingindo, com isso, uma área maior de cobertura do canavial. “O adubo para a socaria de cana está sendo substituído em 100% por esse tipo de vinhaça enriquecida. Foi investido neste projeto pouco mais de R$ 1 milhão e o retorno ocorrerá em uma safra e meia. Esse projeto teve início nesta safra, apesar de já estarmos fazendo uso desse tipo de vinhaça”, declarou.

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Sarmento acrescentou ainda que os ambientes mais ricos da usina estão em uma área de campo fertirrigada. “São locais que teve a irrigação da vinhaça. Agora, o produto é colocado na linha da cana. Antes, era aplicado 60 metros cúbicos para cada hectare de cana. Hoje, são 40 metros cúbicos, sem água, concentrada e de forma mais eficiente na linha da cana. Esta redução de custos, é uma busca para levar um produto melhor para a planta com reflexo na produtividade e na qualidade da matéria-prima”, destacou.

 

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