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JornalCana

Com “Brigada 2.0”, Raízen soma esforços para prevenção e combate aos incêndios em canaviais

Iniciativa centraliza ações e ferramentas de segurança e estimula atuação integrada para enfrentar os impactos das ocorrências nas operações

Diante da incidência de incêndios no campo, o setor sucroenergético vem mobilizando esforços com ações de prevenção e combate.

Apontadas hoje como um dos maiores fatores prejudiciais para toda a cadeia produtiva e para o entorno das operações, as queimadas demandam ações efetivas para reverter um quadro que se repete todos os anos, principalmente nos meses julho a setembro, com o período de estiagem e aumento de incidentes em matas e canaviais.

Buscando reforçar boas práticas e mitigar prejuízos, a começar pelas questões ambientais, a Raízen estruturou uma equipe capacitada para atender episódios desta natureza.

Com um protocolo de combate a incêndios em coberturas vegetais constituído por 39 procedimentos de combate a incêndio, a empresa, apesar do cenário climático adverso, garantiu uma redução de 15% no volume de cana queimada se comparado ao mesmo período do ano passado.

Para isso, a companhia, entendendo que a padronização de programas e processos operacionais é indispensável para a segurança nas operações, instituiu, na safra 2020/21, a chamada Brigada 2.0, que contempla uma série de ações de melhorias, a exemplo de automatização de equipamentos, melhorias das ferramentas de trabalho, veículos especializados para atendimentos de focos de incêndios, tecnologias de detecção e prevenção, tecnologias de monitoramento das áreas, entre outros.

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A Raízen, que conta com um ecossistema integrado de negócios desde o cultivo e processamento da cana nos parques de bioenergia, aperfeiçoou o conhecimento técnico dos brigadistas em resposta às ocorrências e riscos associados aos incêndios.

A companhia, que tem 1,3 milhão de hectares de área agrícola e 35 parques de bioenergia, conta com cerca de 300 colaboradores dedicados a prevenção e combate e mais de 1.700 brigadistas nas operações agrícolas que, apenas nesta safra, combateram ocorrências em 60 mil hectares de cana.

O diretor Agrícola da Raízen, Ricardo Lopes, destaca que a implantação de métodos de prevenção aliados à capacitação das equipes são fundamentais para o atendimento e coordenação das emergências.

“Em conjunto com os nossos funcionários, parceiros, fornecedores de cana e sociedade civil, não medimos esforços para proporcionar uma atuação segura, sempre com a meta de mitigar as ocorrências e os danos ao meio ambiente, conscientizando a população e o setor sobre a importância de uma cultura de prevenção preestabelecida”, afirma Lopes.

Focada em garantir uma atuação cada vez mais segura e eficiente, pautando-se sempre nas melhores práticas de sustentabilidade, nesta safra, a Raízen tem na linha de frente 260 caminhões para transporte de água, dos quais 173 contam com sistema automático de combate a incêndios, 29 veículos leves adaptados para o controle de princípios de incêndios. Para assegurar uma operação eficiente, atualmente a companhia opera com colheita 99% mecanizada e adoção da mais moderna tecnologia no campo.

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Ricardo Lopes

Com um orçamento anual de cerca de R$ 27 milhões para ações de prevenção e combate, a Raízen mobilizou-se na elaboração de métodos para monitoramento do fogo e garantia de uma atuação mais rápida e assertiva, por meio da elaboração de relatórios periódicos sobre a efetividade das ações, uso de imagens de satélites, monitoramento climático de vento e umidade para entender as localidades com maior criticidade, limpeza de aceiros das matas, câmeras de alta definição e longo alcance para identificação de focos, melhoria nos EPIs e ferramentas e aumento do efetivo.

Neste cenário, a tecnologia tem sido uma grande aliada. A Raízen, que busca cada vez mais aumentar o seu rendimento e eficiência agroindustrial para reduzir as perdas no processo produtivo, tem na palha da cana um fluxo de geração de energia e reforça que, quando acontece, a queima desse subproduto também acarreta perda de matéria-prima.

Para a safra 2022/23, a companhia utilizará o monitoramento via satélite das áreas agrícolas para detecção de incêndios, medida que visa, sobretudo, fazer a prevenção de eventuais incêndios agilizando envio das equipes a campo, visto que o tempo de resposta em chamadas de emergência é um dos fatores determinantes para os impactos dessas ocorrências.

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Com o pacote de ações, a empresa busca fomentar o cuidado para além de suas operações, buscando a sustentabilidade do setor ao inspirar boas práticas em todas as etapas da cadeia produtiva.

“Aplicar recursos em ações de segurança é parte fundamental da nossa atuação. Por meio de uma estratégia clara e predeterminada, nosso objetivo é proporcionar o compartilhamento de entendimento logístico para garantir o bem-estar de todos e inibir riscos de incidentes dentro e fora dos nossos parques de bioenergia”, conclui Lopes.

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