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Cogeração: Bunge já usa cana-energia

A Bunge Brasil já emprega cana-energia para produzir bioeletricidade. A área com canaviais com mais teor de fibra, ante a cana convencional, fica nas proximidades do município de Pedro Afonso, no Estado de Tocantis, onde a companhia tem a Usina Pedro Afonso.

A cana-energia é fruto de pesquisas de oito anos a cargo de pesquisadores do Centro de Cana do Instituto de Agronomia (IAC) de Ribeirão Preto, pertencente à Secretaria estadual de Agricultura e Abastecimento.

Segundo a assessoria de imprensa da Bunge Brasil, executivo da companhia confirma que a cana-energia é empregada como combustível para abastecer a caldeira, produzindo vapor e gerando energia. Esse processo é chamado de cogeração, na qual a eletricidade é produzida a partir de biomassa.

A cana-energia desenvolvida pelo IAC alcança até 8 metros de altura
A cana-energia desenvolvida pelo IAC alcança até 8 metros de altura

Em seu Relatório de Sustentabilidade, edição 2015, referente a 2014, a Bunge Brasil destaca ter aumentado em 38% a cogeração de energia elétrica, proveniente de biomassa, comparada ao ano anterior.

Com essa evolução, a companhia gerou, a partir do bagaço da cana-de-açúcar, 968 GWh, atingindo o equivalente a 100% da produção de energia elétrica consumida em seus processos industriais por oito usinas de cana-de-açúcar.

Para se ter uma ideia, essa quantidade de energia é capaz de abastecer 480 mil residências no período de um ano, considerando-se a média do consumo residencial no país, explica a empresa no documento. A empresa, emenda, investiu mais de R$ 32 milhões em ações de gestão e proteção ambientais em suas três áreas de negócios.

Conforme a Bunge, em 2014 a empresa assumiu também a meta de reduzir o consumo de energia por tonelada produzida, em adição à meta de redução na emissão de CO2. A meta é reduzir o consumo de energia em 3%, no período de 2013 a 2016.

Desde 2013, a Usina Pedro Afonso comercializa bioeletricidade. A unidade, então com potência instalada de 80MW, possuía 45MW de potência disponível para fornecimento ao sistema elétrico nacional.

Comercialização

Por ano, conforme divulgado na época, a unidade poderia contribuir com até 230 mil MWh de bioeletricidade para o sistema.

A Usina já comercializou toda essa energia por meio de contrato com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), firmado a partir de leilão público, para o fornecimento de 70.080 MWh em 2013 e 163.812 MWh/ano até o término do contrato em 2027, totalizando 2.363.448 MWh.

O fornecimento dessa energia será feito através da rede de energia elétrica da Eletronorte, no Tocantins.

Além da Pedro Afonso, a Bunge Brasil controla as usinas Itapagipe, Santa Juliana e Frutal (em Minas Gerais), Monteverde (no Mato Grosso do Sul), Guariroba, Ouroeste e Moema (em São Paulo).

Esclarecimento: Ao contrário de post divulgado neste portal, a Bunge não emprega a cana-energia para fazer etanol celulósico

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