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Código de defesa da cana é desvendado

2005-03-23 Canavial Chuva (3)
Um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Biotecnologia para o Etanol desvendou alguns dos mecanismos que fazem com que as paredes celulares da cana-de-açúcar sejam resistentes à hidrólise enzimática. Essa descoberta ajudará num dos principais gargalos para a produção de etanol de segunda geração (obtido a partir da biomassa), que é extrair energia das ligações químicas existentes nos polissacarídeos das paredes celulares de plantas, como a cana-de-açúcar.

Segundo a Fapesp, os resultados dos estudos serão publicados em um artigo na revista Bioenergy Research. E foram apresentados no dia 17 de abril durante o Simpósio Brasil-China para Colaboração Científica – FAPESP Week Beijing-, na China.

Segundo Marcos Buckeridge, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do INCT do Bioetanol, foi possível entender agora a arquitetura da parede celular das plantas, isto é, como os polímeros se agregam, formando uma estrutura complexa que não é obra do acaso. “Isso possibilitou levantarmos a hipótese de que a parede celular das plantas possui um código glicômico que faz com que existam partes dela abertas para a hidrólise enzimática e outras não”, explica.

No caso da cana-de-açúcar, os pesquisadores descobriram que a parede celular da planta é composta por um conjunto de sete microfibrilas ligadas entre si por hemiceluloses. “Essa formação torna ainda mais difícil a realização de hidrólise enzimática da parede celular da planta porque diminui a possível área de atuação das enzimas. Isso representa o grande desafio para a hidrólise da celulose, porque ela só pode ser quebrada pela superfície”, diz Buckeridge. (Fonte: Agência Fapesp)

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