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CNA levanta custos de produção de cana

Levantamento mostra que a seca impactou os canaviais

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) promoveu painel online do Projeto Campo Futuro de cana-de-açúcar, no dia 11 de setembro, e reuniu produtores de cana-de-açúcar de Jacarezinho (PR).

O levantamento mostrou que a seca que atingiu o norte do Paraná influenciou a produtividade dos canaviais, recuando 8,6% nessa safra (85 toneladas).

Por outro lado, houve aumento na qualidade da matéria-prima, que passou de 132 quilos de Açúcar Total Recuperado (ATR), por tonelada de cana, para 136 kg. O preço do ATR teve elevação de 9,7% em relação à safra passada e, assim, acabou gerando uma receita de R$ 92,48 por tonelada de cana.

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O assessor técnico da CNA, Rogério Avellar, destaca que houve aumento de 6% no custo de fertilizantes, insumo que tem maior peso na conta do produtor. Ele também observa elevação na operação de colheita, que passou para R$ 36 por tonelada. Isso equivale a 46% do custo total das operações na atividade.

O Custo Operacional Total (COT) foi de R$ 76,68, gerando uma margem líquida de R$ 15,80 por tonelada de cana. “Quando associamos o custo de oportunidade da terra e do capital investido na atividade ao COT, chegamos ao custo total (CT) de R$ 103,27. Com isso, o produtor teve um prejuízo de R$ 10,79 por tonelada de cana”, afirmou Avellar.

Participaram dos levantamentos, além da CNA, técnicos do Centro de Inteligência de Mercados da Universidade Federal de Lavras (CIM/UFLA) e do Pecege-Esalq/USP, produtores, sindicatos rurais e as federações de agricultura e pecuária dos dois estados analisados.

 

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