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“CIDE deveria ter valor mais alto”

Constatação é de Martinho Seiiti Ono, CEO da trading SCA Etanol do Brasil

Martinho Seiiti Ono

Para Martinho Seiiti Ono, CEO da trading SCA Etanol do Brasil, diante da crise provocada pelo baixo preço do petróleo e a crise sanitária, que assola o mundo, não há como prever qual será a queda real em termos de demanda e qual será a precificação no futuro, pois tudo ainda é incerto. “É difícil traçar um cenário tangível nesta fase, todo mundo está vivendo uma experiência cada dia, e isso torna totalmente imprevisível você fazer qualquer diagnóstico sobre o futuro da safra como um todo”, esclareceu.

Para o executivo o cenário há 40 dias era extremamente otimista em relação à safra atual. “Tínhamos um cenário favorável para o açúcar e para o etanol nacional, porém o coronavírus, assim como o conflito com os grandes produtores de petróleo, mudou todo o cenário e ainda não sabemos quais são as consequências que esses problemas irão gerar”, disse.

Para o CEO da trading SCA Etanol do Brasil seria indicado o Governo aumentar a incidência da Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE), neste momento. O imposto sobre os combustíveis está zerado para o diesel desde a greve dos caminhoneiros e a cobrança na gasolina é de 10 centavos por litro.

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“A finalidade da CIDE é exatamente para essas ocasiões, e com o preço do petróleo baixo como agora, o imposto deveria ter valor mais alto. O imposto serve como um colchão para amenizar a alta do petróleo e defender a indústria sucroenergética”, justificou. Outra forma de melhorar a competitividade do etanol hidratado seria suspender temporariamente a cobrança do PIS e Cofins que totaliza 24 centavos, reforçou Seiiti Ono.

O executivo lembrou que o Próalcool foi criado na década de 70, há 50 anos, em um momento em que o petróleo estava em alta e havia uma escassez no mundo. “O Brasil era importador e o setor investiu bilhões de reais na indústria, no campo e na agrícola para criar uma alternativa de suprimento no País. Agora estamos vivendo um cenário inverso, com o petróleo baixíssimo. É preciso reconhecer o capital investido, os empregos, todos que estão atrelados ao setor sucroenergético e defender esse segmento, que apostou muito na política de abastecimento do País”, justificou, completando “Nós precisamos de ter agora um equilíbrio para manter o setor produtivo do sucroenergético abastecido e forte economicamente”, ressaltou.

 

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