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Chuvas elevam o preço do etanol em São Paulo

A ocorrência de chuvas no Estado de São Paulo nos últimos dias interrompeu a oferta imediata de etanol hidratado no mercado e fez os preços do produto, que é usado diretamente no tanque dos veículos, subirem nas usina paulistas. O indicador Cepea/Esalq para o hidratado se valorizou 1,05%, para R$ 1,1893 o litro entre 30 de agosto e 4 de setembro, na comparação com a semana anterior. No entanto, o preço pago pelo produto às usinas ainda está 3,4% menor do que há um ano.

Conforme traders, a tendência é de as cotações do biocombustível terem “leves” valorizações ao longo deste mês e de outubro, a despeito de o consumo no país (entre janeiro e julho) estar 40% maior do que há um ano, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O preço do hidratado em baixa em relação a igual período de 2014 – mesmo com alta neste ano de 9 de seu concorrente direto, a gasolina C – reflete o movimento de usinas que estão endividadas e têm ofertado muito produto no mercado para gerar caixa. Assim, disse um trader, “enquanto houver moagem de cana no Centro-Sul [até novembro], a oferta será ‘desorganizada'”.

Para o diretor da trading de etanol Bioagência, Tarcilo Rodrigues, essa valorização recente do hidratado na usina em São Paulo já é efeito desse desequilíbrio entre oferta e demanda. “Já estava na hora. O desequilíbrio é muito grande. A chuva só ajudou a consolidar esse movimento”, avaliou Rodrigues. Ele acrescentou que deve haver daqui para frente um suporte maior do açúcar, cujas cotações acumularam alta na última semana na bolsa de Nova York.

Nos postos de combustíveis do país, os preços do hidratado voltaram a recuar entre os dias 30 de agosto e 5 de setembro, na comparação com a semana anterior. Conforme levantamento da ANP, o preço médio do biocombustível caiu em 14 Estados brasileiros, sendo que a maior queda foi observada no Piauí (1,75%) e no Maranhão (1,29%).

Em São Paulo, maior centro consumidor de combustíveis do país, contudo, houve alta de 0,59%, para R$ 1,887 o litro. No Estado, a paridade do hidratado com a gasolina ficou em 61% na última semana. Para ser vantajoso, o hidratado tem que custar no posto menos de 70% do preço médio da gasolina. A competitividade se manteve na última semana no Paraná (64,8%), Minas Gerais (63%), Mato Grosso (57,6%), Goiás (68%) e Mato Grosso do Sul (68%).

(Fonte: Valor Econômico)

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