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Chuva atrasa colheita da safra nova de cana

As chuvas sobre as regiões produtoras de cana-de-açúcar no Centro-Sul do país estão atrapalhando a colheita da nova safra, a 2004/05. Segundo Antônio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da União da Agroindústria Canavieira do Estado de São Paulo (Unica), boa parte das 223 usinas da região já começou a colher, mas os trabalhos são interrompidos toda vez que chove.

“As chuvas provocam dois efeitos. No curto prazo, prejudicam a qualidade da cana colhida, mas beneficiam, no médio prazo, o desenvolvimento da matéria-prima que será colhida a partir de setembro”, afirmou Rodrigues.

No Estado de São Paulo, maior produtor de cana do país, as regiões mais afetadas são a de Piracicaba e de Araçatuba

Segundo Rodrigues, o volume de produção colhido neste ciclo tem o desempenho parecido com o da safra 2002/03. Até o dia 1º de maio, as usinas colheram 8,3 milhões de toneladas de cana e produziram 400 mil toneladas de açúcar e 290 milhões de litros de álcool. “Na safra 2002/03, o volume colhido foi de 8,4 milhões de toneladas, com a produção de 460 mil toneladas de açúcar e 290 milhões de litros de álcool”, afirmou Pádua ao Valor.

Até o momento, a qualidade da cana está inferior à verificada no mesmo período da temporada passada. “O teor de açúcar na cana está menor”, disse.

A expectativa da Unica é que a safra 2004/05 totalize 319,9 milhões de toneladas de cana, com um aumento de 7% sobre o ciclo 2003/04. As exportações de açúcar devem atingir aproximadamente 14 milhões toneladas e as de álcool, 1,2 bilhão de litros.

No Paraná, as usinas de açúcar e álcool estão colhendo o reflexo negativo do longo período de estiagem sobre a região Sul do país. A expectativa das indústrias sucroalcooleiras do Estado é que a colheita fique em 28 milhões de toneladas de cana, com queda de quase 2% da produção em relação à safra 2003/04, de 28,5 milhões de toneladas, segundo dados da Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar). Se confirmada a quebra, será o único Estado do país a registrar menor oferta de cana sobre o ciclo anterior.

“O longo período de estiagem, de outubro do ano passado a março deste ano, prejudicou o desenvolvimento da matéria-prima”, afirmou José Adriano da Silva, diretor da Alcopar

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