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CerradinhoBio deve iniciar as atividades de sua nova planta de etanol de milho ainda este ano

Meta de processamento anual é de 1,2 milhão de toneladas de milho ao final de todo o processo de implantação da usina

A nova unidade de etanol de milho da Neomille, localizada em Maracaju, Mato Grosso do Sul, deverá iniciar as atividades até o final do ano.

A Neomille é um projeto da CerradinhoBio, que possui unidades industriais localizadas em Chapadão do Céu – GO.

O início das operações da unidade marcará um avanço significativo na produção de biocombustíveis e energia limpa no estado. Com um investimento substancial de R$ 1,08 bilhão, a planta tem como meta gerar 180 empregos diretos quando estiver completamente operacional.

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O governador Eduardo Riedel destacou a importância desse empreendimento para o estado, mencionando que a conclusão das obras está próxima e alinhada à estratégia de agregar valor às matérias-primas locais. Ele ressaltou que, além do crescimento econômico, a iniciativa também contribui para a criação de oportunidades de emprego.

Durante o período de construção, que teve início em 2022, aproximadamente 1,5 mil pessoas foram empregadas diretamente. Com o início das operações, estima-se que mais 500 empregos indiretos sejam gerados por meio de serviços terceirizados.

Paulo Motta, presidente da Neomille, explicou que a planta está em fase final de construção e processamento, dentro do planejado em termos de ritmo e custos. Ele prevê a conclusão até o final do ano, provavelmente em dezembro. A usina está situada em uma área de 115 hectares às margens da rodovia MS-157.

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Governador Eduardo Riedel recebe o presidente da Neomille (Foto-Saul-Schramm)

A capacidade anual de processamento da usina está projetada para alcançar 1,2 milhão de toneladas de milho, resultando na produção de 510 mil metros cúbicos de etanol, juntamente com subprodutos como DDG (310 mil toneladas de farelo de milho), 100 Gigawatts de energia e 22 mil metros cúbicos de óleo de milho.

A empresa já está se preparando para operar, recebendo e estocando 600 mil toneladas de milho, além de 250 mil toneladas anuais de cavaco de eucalipto para alimentar suas caldeiras.

Jaime Verruck, autoridade local, elogiou a iniciativa da empresa em transformar matéria-prima, como o milho, em produtos valiosos, como o etanol e o DDG. Ele também mencionou a importância da biomassa como parte vital do processo e como a usina está diversificando a base de produção do município de Maracaju.

Verruck finalizou destacando que nos próximos meses o estado de Mato Grosso do Sul receberá mais uma indústria de processamento de milho, fortalecendo ainda mais a economia local.

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