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CEO da Raízen adverte sobre obstáculos para captação de recursos na transição energética

Ricardo Mussa destaca resistência de investidores estrangeiros e instabilidade regulatória como principais preocupações para impulsionar setor de energia renovável no Brasil

A Raízen tem se destacado como uma das líderes nacionais na produção de energia renovável, explorando as vastas oportunidades oferecidas pela cana-de-açúcar.

Com uma ampla gama de produtos que incluem bioeletricidade, biogás, biometano e etanol de segunda geração (E2G), a empresa está na vanguarda da transição energética no Brasil, oferecendo alternativas sustentáveis aos combustíveis fósseis.

No entanto, apesar do sucesso e do potencial evidente, o CEO da Raízen, Ricardo Mussa, aponta um grande desafio que está dificultando a expansão ainda maior das operações da empresa: a captação de recursos.

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Em uma entrevista à Folha de São Paulo, Mussa expressou sua preocupação com a relutância dos investidores estrangeiros em alocar fundos no Brasil devido à incerteza regulatória e política do país.

“Nosso principal gargalo é acelerar a captação de recursos para crescer mais rapidamente”, explicou Mussa. Ele destacou que, ao apresentar os negócios da empresa a investidores estrangeiros, a maior parte do tempo é consumida explicando as complexidades e incertezas do ambiente regulatório brasileiro, em vez de discutir os planos de expansão da Raízen.

“Existe uma grande preocupação entre os investidores estrangeiros sobre a estabilidade regulatória no Brasil. Eles temem mudanças repentinas nas políticas públicas, como a política de preços da Petrobras, e questionam se haverá segurança jurídica para investimentos de longo prazo”, ressaltou.

Essas preocupações, segundo Mussa, têm sido um obstáculo significativo para atrair investimentos estrangeiros necessários para impulsionar ainda mais a transição energética do Brasil e expandir as operações da companhia.

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Além disso, o executivo enfatizou a importância de uma política pública sólida e de subsídios bem direcionados para apoiar a transição energética do país. Ele argumentou que o governo precisa adotar uma abordagem mais sofisticada para atrair investimentos e garantir um ambiente propício aos negócios sustentáveis.

Apesar dos desafios, Mussa expressou otimismo em relação ao potencial do Brasil de liderar a transição energética global. Ele destacou a tecnologia do etanol de segunda geração como um exemplo do avanço inovador que o país pode oferecer para combater as mudanças climáticas e promover a sustentabilidade.

“O Brasil tem uma oportunidade única de liderar a transição energética global. Precisamos aproveitar nossas vantagens competitivas e buscar soluções inovadoras para os desafios que enfrentamos”, concluiu Mussa, destacando a importância de superar os obstáculos atuais para garantir um futuro energético sustentável para o país.

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