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Centro de pesquisas em cana quer duplicar produção no país

Quase no fim da pior safra de cana-de-açúcar dos últimos anos, cerca de 400 pessoas, entre empresários e pesquisadores ligados ao setor, discutem nesta quarta-feira em Piracicaba (a 160 km de SP) soluções para elevar e produção e reduzir custos e, assim, dar conta da crescente demanda de etanol, açúcar e energia nos próximos anos.

O Cana Show foi organizado pelo CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), que tem como acionistas cerca de 60% dos produtores de cana do país.

“Nosso objetivo é duplicar a taxa de produção atrelada ao setor”, disse o engenheiro José Gustavo Teixeira Leite, diretor-superintendente do CTC.

Uma das maneiras é desenvolver novas variedades de cana e buscar recursos para implantar unidades de produção de etanol de segunda geração a partir da celulose que resta da colheita.

Neste ano, a queda de produção –influenciada pelo clima e a falta de investimentos em renovação de área e expansão de plantio– chegou a 15%, ante a expectativa de colher 568,5 milhões de toneladas para a safra 2011/2012. Até 15 de novembro, as usinas do centro-sul processaram somente 479,35 milhões de toneladas.

Como a área de produção de cana tende a se expandir em regiões áridas, o CTC desenvolveu novas variedades de cana resistentes à seca. Chamadas de CTC23 e CTC24, elas não florescem, disse Arnaldo José Raízer, coordenador de pesquisas do CTC.

O fenômeno do florescimento foi um dos fatores que influenciou a baixa produção de etanol e açúcar nesta safra, já que a cana “gasta” energia para florescer em vez de armazená-la para depois ser convertida em produto.

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