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Carvão “suja” matriz energética do país

A matriz elétrica brasileira, uma das mais limpas do mundo, ficou mais “suja” devido à escassez de chuvas. No ano passado, o país já dependeu mais de térmicas a carvão, um combustível poluente, para economizar a água nos lagos das hidrelétricas. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), as térmicas a carvão geraram 1,426 mil MW médios em 2013, volume 85,9% maior que o produzido em igual período do ano passado. As hidrelétricas, ao contrário, produziram um volume 6,3% menor no ano passado, quando as usinas geraram 45,044 mil MW médios.

Em dezembro, o cenário havia melhorado e o Operador Nacional do Sistema (ONS) pôde desligar algumas térmicas. No entanto, em janeiro, todas as usinas termelétricas voltaram a ser acionadas, devido baixos índices de chuvas na região Sudeste, onde a oferta de água atinge níveis críticos e preocupantes.

Em dezembro, a geração das hidrelétricas havia aumentado 2,1% em relação a novembro, totalizando 46,817 mil MW médios, de acordo com relatório da CCEE. O volume também foi 4,6% maior que o produzido pelas usinas em dezembro de 2012.

Com isso, a geração pelas térmicas a carvão caiu 12,2% em dezembro em relação a novembro, totalizando 1,548 mil MW médios, mas, ainda assim, o volume foi 92,7% maior que produzido em dezembro de 2012.

O carvão já respondeu por 2,5% da matriz elétrica no fim do ano passado, superando a energia eólica, que representou 1,3% dos 62,152 mil MW médios gerados no país. As hidrelétricas ainda responderam por 75,3% da matriz.

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