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Cana 4.0: conheça 4 tecnologias que as usinas estão usando

E como elas aumentam a produtividade da cana na Atvos, Biosev e BP Bunge

Imagem de monitoramento feito pela Climate FieldView

O conceito Cana 4.0 ganha mais força a cada nova safra. Isso, porque a busca para alcançar e manter a produtividade de 3 dígitos é constante e para chegar ao objetivo a tecnologia é um recurso indispensável. De modo  que grupos e usinas de cana investem pesado em novas tecnologias que façam a transformação digital dos canaviais e com ela puxar a produtividade da cana-de-açúcar.

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Três bons exemplos disso podem ser extraídos dos grupos Atvos, Biosev e BP Bunge Bioenergia que já há algum tempo investem em novas tecnologias para seus canaviais a fim de aumentarem sua produtividade de forma vertical. Com tecnologias que as usinas estão usando, conseguem aumentar a produtividade e entregar uma melhor matéria-prima na indústria. A seguir elencamos 3 tecnologias que as usinas desses grupos estão usando e como elas aumentam a produtividade dos canaviais. Confira:

1 – Monitoramento digital diminui falhas no plantio
Linhas de colheita geradas pelo sistema utilizado na Atvos

De acordo com Rogério do Nascimento, gerente de Tecnologia e Operações Agrícolas da Atvos, uma das tecnologias aplicadas no grupo que vem aumentando a produtividade da cana é o monitoramento digital. Isso, porque o sistema reduz significativamente as falhas no plantio além de diminuir a taxa de infestação de plantas daninhas.

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O monitoramento é feito utilizando aeronaves de asa fixa com resolução de 3 cm/pixel. As imagens capturadas mostram as linhas de colheita geradas no sistema. “Como resultado, houve aumento significativo dos hectares monitorados, passando de 1.500mts/dia, via método manual, para 400 hectares/dia ou 2.668.800mts/dia via método aéreo. Além da localização de ervas daninhas por meio de imagem”, explica Nascimento.

2 – Central de inteligência agrícola garante sinergia entre usinas do grupo
CIA, na Biosev: sistema garante sinergia entre as unidades

Para garantir a sinergia entre as unidades da Biosev, o grupo trabalha com a CIA (Central de Inteligência Agrícola). Dirigida por Carlos Daniel Berro Filho, a área agrícola do grupo consegue através do sistema acompanhar os KPIs nas usinas de forma global e em tempo hábil. Além disso, munir as unidades com visões macro de suas operações agrícolas. Ademais, pode prever, através do sistema, possíveis erros de processo através de indicadores preditivos.

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“A gestão de informações da CIA com as unidades está baseada em ferramentas de BI e de comunicação. A Central de Inteligência Agrícola é responsável por encaminhar informações diretamente para a operação das unidades, incluindo líderes, coordenadores, supervisores e gerentes agrícolas”, informa o diretor agrícola.

3 – Sistema monitora incêndios e reduz 70% de custos com prejuízos
Sistema contribui para canavial sem incêndio na BP Bunge – Foto: BP/Divulgação

Saulo Delgado, gerente Corporativo de Planejamento Agrícola e Geotecnologias da BP Bunge Bioenergia, explica que a tecnologia na área agrícola precisa melhorar as barreiras contra os riscos de segurança, saúde, ambiente e conformidade legal. Além de eliminar ineficiências de processos, trazendo redução de custos​ e aumentar produtividade e qualidade​.

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Delgado também conta que, dentre as tecnologias já consolidadas no processo agrícola do grupo, está o monitoramento de incêndios por satélites e câmeras em tempo real. Juntamente com a automação de caminhões de combate a incêndio​. Como resultado ele revela que o grupo tem reduzido cerca de 70% de custos com prevenção e aumentado em 20% a eficiência no combate a incêndios. 

4 – Coleta, processamento e armazenamento de dados de campo

De acordo com Gustavo Abrão, RTV Especialista Climate FieldView uma das grandes vantagens do uso de tecnologias no campo é a possibilidade de colher, processar e armazenar dados oriundos diretamente da lavoura de forma simples e eficaz. É o que possibilita a ferramenta digital comercializada pela empresa. Ela também integra esses diferentes dados de forma segura e de fácil acesso. “Com a ferramenta é possível ver todos os seus mapas digitais integrados em um único lugar. Com ela você gera automaticamente mapas de plantio, colheita e pulverização”, informa a direção da empresa.

Os diretores da Atvos, Biosev e BP Bunge Bioenergia e o especialista da Climate FildView ofereceram mais detalhes sobre tecnologias que as usinas estão usando durante a 2ª Maratona CANABIO, no painel intitulado Cana 4.0 – A Transformação Digital Puxando a Produtividade da Cana-de-açúcar. 

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