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Campanha “Movido pelo Agro” pretende reduzir emissão de gases do efeito estufa

Somente a frota do Sistema Famasul, colaboradores e prestadores de serviço devem evitar cerca de 1,7 mil toneladas de gás carbônico em 2024.

As práticas ESG do Sistema Famasul ganham mais um aliado na busca pelo cumprimento das metas e compromissos climáticos adotados pelo Brasil e a proposta de “MS Carbono Neutro”, do Governo de Mato Grosso do Sul.

A campanha “Movido pelo Agro”, realizada pela Famasul em parceria com a Biosul, propõe o consumo consciente e a valorização do etanol produzido no estado a partir da cana-de-açúcar e do milho. A iniciativa foi criada pela Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais), no ano passado.

Desde setembro de 2023, o Sistema Famasul abastece toda sua frota somente com etanol. Durante os nove meses que antecederam a iniciativa, os 12 veículos flex do Sistema Famasul percorreram juntos 371 mil quilômetros, resultando na emissão de 93 toneladas de gás carbônico equivalente. Para este ano, a previsão é que 54 toneladas do gás sejam evitadas com a mesma frota, abastecida 100% por etanol.

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Com o lançamento oficial da campanha Movido pelo Agro em Mato Grosso do Sul, a instituição estende a proposta para colaboradores e prestadores de serviço, chegando a cerca de 900 pessoas.

A estimativa é que, juntos, os participantes percorram aproximadamente 12,3 milhões de quilômetros em 2024, podendo evitar a emissão de 1,7 mil tonelada de gás carbônico. Para incentivar a adesão consciente, o Sistema Famasul vai sortear cinco vouchers por mês no valor de R$150 para os colaboradores participantes.

“O Brasil e os Estados Unidos são os maiores produtores de etanol, respondendo por cerca de 70% da produção mundial deste combustível. Este é um grande marco para Mato Grosso do Sul. Reforça o nosso compromisso com o meio ambiente, através de mais uma parceria com o Governo do Estado e a Biosul. É um passo promissor que protagoniza o nosso biocombustível.”, afirma o presidente do Sistema Famasul, Marcelo Bertoni.

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Biocombustível – O “Movido pelo Agro” visa conscientizar sobre as vantagens ambientais do etanol, um biocombustível limpo e renovável capaz de reduzir até 90% os gases de efeito estufa, como dióxido de carbono (CO2), quando comparado à gasolina, sendo fundamental na transição energética para um modelo de economia global de baixo carbono e menor impacto ambiental.

“O setor sucroenergético está presente em mais de 40 municípios do estado, é responsável por cerca de 30 mil empregos, gera renda e promove o desenvolvimento local. Também experimenta a sua terceira fase de expansão com investimentos das unidades em operação, a chegada de novos projetos e de novos produtos. No último ano, foram 417 milhões de litros de hidratado e anidro consumidos no estado, um recorde de consumo histórico. Um marco para nós produtores locais. Um marco para a sociedade como um todo, que, através do esforço em comunicação setorial e ações como essa que celebramos hoje, fruto de parceria entre entidades do setor produtivo, passa a ter cada vez mais acesso à informação qualificada a respeito do etanol brasileiro”, destaca o presidente do Conselho da Biosul, Amaury Pekelman.

De 2003, ano do lançamento dos carros flex, até dezembro de 2023, o uso de etanol evitou que mais de 660 milhões de toneladas de CO2 fossem lançadas na atmosfera. Para efeito semelhante na natureza, seria cultivar aproximadamente 5 bilhões de árvores pelos próximos 20 anos.

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A produção em Mato Grosso do Sul – A Safra de cana-de-açúcar 2023/2024, que se encerra no próximo dia 31 de março, segue para a reta final com recorde no processamento da matéria-prima que atingiu 50,5 milhões de toneladas na segunda quinzena de fevereiro. A recuperação do ciclo em andamento reflete também na oferta de produtos. A produção de açúcar ultrapassou 2 milhões de toneladas, quantidade recorde no histórico de produção de MS. Outro destaque é a produção de etanol a partir da cana e do milho, que atingiu 3,7 bilhões de litros, ultrapassando o recorde de produção registrado na safra anterior.

“Podemos dizer que o setor sucroenergético se consolidou no estado como um dos principais segmentos agroindustriais não apenas em termos de produção, mas também como um importante pilar de práticas sustentáveis que alia produção e preservação dos recursos naturais, além dos aspectos sociais e econômicos com a geração de empregos formais, capacitação de mão de obra e desenvolvimento econômico nos municípios e regiões onde as usinas estão instaladas”, ressalta o presidente da Biosul.

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Já o milho tem a previsão de queda de 6,5% na produtividade, chegando a 86,3sc/ha na 2ª safra de 2023/224. A produção pode chegar 11,485 milhões de toneladas, 24,5% menor em relação ao ciclo anterior. O grão é responsável por 1.671 empregos diretos e 719 indiretos. Mato Grosso do Sul se destaca na produção de etanol de milho a nível nacional.

Atualmente, o estado ocupa o segundo lugar em produção, encerrando a safra 2022/2023 com uma produção de 714,5 milhões de litros de etanol de milho. Para a safra 2023/2024, há uma expectativa de aumento de 34% na produção, alcançando 960 milhões de litros. Isso se deve à chegada de grandes agroindústrias no estado, localizadas em Dourados, Sidrolândia e Maracaju.

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