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Brasil ocupa a 6ª posição no ranking de países com maiores áreas irrigadas no mundo

País é um dos poucos com capacidade de triplicar essa área

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes, destacou a importância da irrigação na agricultura como inovação tecnológica para garantir a segurança alimentar e promover a sustentabilidade.

“Não tem nada que fala melhor de inovação tecnológica do que a própria irrigação. Se nós queremos ser o primeiro país produtor e exportador de alimentos, nós precisamos de tecnologia, principalmente a tecnologia da irrigação. Irrigar significa gerar emprego, significa produzir mais em uma mesma área”, disse Marcos Montes ao participar de uma live em comemoração ao Dia Nacional da Agricultura Irrigada, celebrado no dia 15 de junho.

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O evento virtual, organizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), teve como objetivo promover uma postura crítica ativa em relação à importância da agricultura irrigada para a sustentabilidade na produção de alimentos e para o desenvolvimento da segurança alimentar no Brasil.

“A irrigação é uma alternativa tecnológica para intensificar a atividade produtiva, aumentar a oferta de produtos agrícolas, nos mercados interno e externo, sem a necessidade de expandir a área. O setor de irrigação é altamente desenvolvido no Brasil. As melhores técnicas existentes já são utilizadas pelos produtores. As principais empresas do setor atuam no país. Temos todas as tecnologias adaptadas à realidade brasileira e os produtores já perceberam o potencial produtivo dessa técnica”, disse o presidente da CNA, João Martins.

A secretária executiva adjunta do Ministério do Desenvolvimento Regional, Alice de Carvalho, afirmou que a agricultura irrigada é um importante instrumento de desenvolvimento regional. “Estima-se que a cada 1 hectare irrigado três empregos são gerados. Há também externalidades e impactos positivos, indicando uma influência positiva da produção irrigada no desenvolvimento socioeconômico das regiões do país”.

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Marcos Montes (Reprodução Câmara dos Deputados)

Segundo a diretora-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana), Veronica Sánchez, a agência tem “trabalhado nos últimos anos no sentido de disponibilizar de forma segura, em termos de quantidade e qualidade, água não só para agricultura, e em especial a agricultura irrigada que é o nosso maior usuário de recursos hídricos, mas também para todos os usos”.

A irrigação é uma técnica utilizada para suprir as demandas hídricas dos cultivos de forma artificial, visando o pleno desenvolvimento. Essa técnica faz parte de um conjunto de outras práticas usadas para garantir a produção econômica de determinada cultura, com o adequado manejo dos recursos naturais, acompanhada de tecnologias como a de plantio direto, as de conservação de água e solo, a de manejo integrado de pragas, entre outras.

Além disso, o uso da tecnologia de irrigação traz vários benefícios para a agricultura e, consequentemente, para o mundo, como aumento de produtividade e mitigação dos efeitos do clima sobre os cultivos; melhoria das condições socioeconômicas da região onde a agricultura irrigada é praticada, possibilitando o desenvolvimento regional; e possibilita aumento de produção na mesma área, evitando a necessidade de ampliação de fronteiras agrícolas, e, assim, protegendo os biomas e áreas de vegetação natural.

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Irrigação no Brasil

João Martins, presidente da CNA

O Brasil é o 6° país no ranking de países com maiores áreas irrigadas no mundo e um dos poucos países do mundo com capacidade de triplicar a área irrigada. China, Índia e Estados Unidos ocupam as primeiras colocações. Segundo estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – USP, o Brasil tem potencial para irrigar cerca de 55 milhões de hectares, em bases ambientalmente sustentáveis.

“A irrigação contribui não só para o incremento da segurança alimentar da humanidade, pelo fato de ser possível produzir até quatro vezes mais alimentos na mesma área quando usa sistemas irrigados, como também para uma grande discussão global que se chama sustentabilidade”, ressaltou o secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Mapa, Cléber Soares, ressaltando a necessidade da tecnologia nos dias atuais.

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“Tanto que o Mapa colocou no Programa ABC+ sistemas irrigados como meta de termos até 2030, pelo menos, 3 milhões de hectares de sistemas irrigados. Quando nós irrigamos, aumentamos a eficiência dos cultivos e consequentemente mitigamos os gases de efeito estufa”, completou.

 

 

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