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Brasil e México assinam acordo de energia

Brasil e México assinarão novo acordo de cooperação no setor de energia. A ideia é ampliar as conversas aos setores de biocombustíveis e petroquímica.

Os mexicanos se interessam pela tecnologia e pelo modelo de gestão da petroleira brasileira, que tem hoje mais de 60% do capital no mercado, mas mantém controle estatal. A Petrobrás está de olho no mercado mexicano de combustíveis, importador de gasolina. O México começa a testar no ano que vem o etanol, em Guadalajara, com uma mistura de 2%.

As duas empresas já têm um acordo para avaliação de oportunidades conjuntas na área de exploração e produção de petróleo. A Petrobrás opera dois campos de gás natural no México, em uma iniciativa que tem como objetivo conhecer o “doing bussines” mexicano. “O México é um mercado importante. Tem um PIB de quase US$ 1 trilhão, tem 110 milhões de habitantes”, comenta o gerente geral da Petrobrás! no país, Milton Costa Filho. “E é importador de gasolina”, conclui, lembrando que o Brasil é exportador do combustível. O país começa a testar no ano que vem a adição de etanol à gasolina vendida nos postos, com um projeto em Guadalajara. A mistura terá 2% do biocombustível.

A Petrobrás já exporta derivados para o México e quer ajudar o país a desenvolver o mercado de biocombustíveis. O programa mexicano prevê a adição de até 10% de etanol ao litro de gasolina vendido no País. A produção, portanto, pode ser desenvolvida com o apoio de empresas brasileiras, diz Costa Filho.

Já o México, continua o executivo, tem vasta experiência em rochas carbonáticas, as mesmas encontradas nos reservatórios do pré-sal, que foi apresentado ao presidente mexicano, Felipe Calderón, em evento no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Petrobrás (Cenpes), na Ilha do Fundão, zona norte do Rio, que disse esperar assinar em breve o novo memorando.

“É paradoxal que a Petrobrás tenh! a batido seu recorde de perfuração no Golfo do México”, comentou Calderón, lembrando que a produção mexicana vem declinando ano a ano.

O presidente mexicano também ressaltou as mudanças estruturais adotadas pela Petrobrás para abrir seu capital nas bolsas de valores, sem deixar de ser uma empresa controlada pelo Estado. “Esse processo de capitalização permite que 60% dos investimentos realizados pela Petrobrás não se origine de recursos fiscais”, disse.

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